Remédios usados na engorda de animais são proibidos por impacto na saúde humana
Decisão atinge criação de gado e aves e busca frear uso preventivo de antibióticos no campo
Em publicação oficial nesta segunda-feira (27), o Mapa (Ministério da Agricultura e Pecuária) decidiu apertar o cerco contra um tipo de produto pouco conhecido do público, mas bastante usado na pecuária: os chamados “melhoradores de desempenho”. Na prática, são aditivos misturados à ração de animais como frango, porco e gado para acelerar o crescimento e evitar doenças.
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A nova regra proíbe em todo o país a importação, fabricação, venda e uso desses produtos quando eles contêm antibióticos considerados importantes para a saúde humana ou veterinária, além de cancelar o registro dos itens que já estavam autorizados.
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Esses aditivos funcionam como um atalho na criação: ajudam o animal a ganhar peso mais rápido, reduzem infecções no rebanho e melhoram o aproveitamento da ração. O problema está no ingrediente principal. Muitos desses produtos usam antibióticos de forma contínua na alimentação dos animais, como uma espécie de prevenção constante, o que levanta um alerta.
A principal preocupação é a resistência a antibióticos. Quando esses medicamentos são usados com frequência, mesmo em pequenas doses, bactérias podem se adaptar e deixar de responder aos tratamentos. Isso pode afetar diretamente a saúde humana, já que antibióticos usados hoje para tratar pessoas podem perder eficácia no futuro.
Por conta dessa possível resistência, a regra mira substâncias consideradas importantes também para a medicina. Entre os produtos proibidos estão antibióticos como avoparcina, bacitracina e virginiamicina, que eram usados justamente para acelerar o desempenho dos animais.
A decisão não retira tudo de circulação imediatamente. O próprio governo estabeleceu um período de transição. Produtos já fabricados ou importados poderão ser comercializados e utilizados por até 180 dias. Depois desse prazo, os estoques terão que ser recolhidos, e as empresas devem informar ao governo quanto ainda possuem armazenado.
Há ainda uma exceção: a fabricação pode continuar se for destinada exclusivamente à exportação, desde que haja autorização.
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