Santa Casa enfrenta superlotação e mantém pacientes em corredores
Com 7 leitos do SUS, pronto-socorro atende 90 pessoas e registra casos graves à espera de CTI
A Santa Casa de Campo Grande enfrenta a superlotação no pronto-socorro nesta segunda-feira (27). Por volta das 16h20, cerca de 90 pessoas eram atendidas no setor, apesar de o hospital contar com apenas sete leitos contratados pelo SUS (Sistema Único de Saúde). O cenário, segundo o hospital, se agravou ao longo do fim de semana.
RESUMO
Nossa ferramenta de IA resume a notícia para você!
A Santa Casa de Campo Grande enfrenta superlotação no pronto-socorro nesta segunda-feira (27), com 90 pessoas atendidas e apenas sete leitos contratados pelo SUS. São 67 pacientes internados, 57 em corredores. Três casos graves aguardam UTI em ventilação manual há mais de 24 horas. O hospital notificou a Prefeitura sobre o problema, mas os custos excedentes não são ressarcidos.
Conforme a assessoria de imprensa, ao todo, 67 pacientes estão internados neste momento, 57 acomodados nos corredores do pronto-socorro e outros 10 nos corredores dos andares, para onde foram levados diante da falta de espaço na emergência.
- Leia Também
- Em ato silencioso, família cobra justiça por morte de menino
- Com quase 1,9 mil na fila, Secretaria é cobrada por atendimento na urologia
Outros 20 pacientes seguem em avaliação clínica, aguardando definição entre alta ou internação. Historicamente, pouco mais da metade desses casos evolui para internação, o que pode elevar ainda mais a ocupação nos próximos dias, conforme a assessoria.
Ventilação manual - A situação é mais delicada na área vermelha, destinada aos casos graves. O hospital informou que 3 pacientes permanecem desde a madrugada de domingo (26) em ventilação manual, à espera de vagas em unidades de terapia intensiva. A transferência só começou na manhã desta segunda-feira, após mais de 24 horas de espera.
De acordo com a assessoria de imprensa, a UDC (Unidade de Decisão Clínica) opera há anos acima da capacidade instalada. A sobrecarga é considerada histórica e diária, mas tem se intensificado recentemente. O hospital aponta crescimento médio de cerca de 5% ao ano nos atendimentos do pronto-socorro, sendo que aproximadamente 52% resultam em internações.
Rotina - A Santa Casa explicou que, na prática, os pacientes que precisam de internação seguem aguardando leitos em corredores do pronto-socorro ou próximos às enfermarias, até que haja vaga disponível. Para tentar minimizar os impactos, o hospital afirma que adota medidas internas como o acionamento de equipes clínicas para agilizar altas, atuação do serviço social para acelerar liberações e trabalho integrado da equipe multiprofissional.
Mesmo assim, a rotatividade dos leitos enfrenta entraves. A assessoria afirmou que há casos de pacientes já com alta médica que permanecem na unidade por questões externas, o que contribui para a ocupação prolongada e reduz a capacidade de atendimento a novos casos.
O hospital classificou a situação como crítica e reforça que a sobrecarga já é crônica, exigindo medidas urgentes para garantir condições adequadas de atendimento e segurança para pacientes e profissionais.
Administração municipal - A instituição também informou que já notificou formalmente a Prefeitura em diversas ocasiões sobre o problema e destacou que os custos excedentes não são ressarcidos, o que agrava o quadro financeiro e operacional do hospital.
Receba as principais notícias do Estado pelo Whats. Clique aqui para acessar o canal do Campo Grande News e siga nossas redes sociais.


