Após morte, sindicato aponta falta de servidores e superlotação e em presídio
Thiago Henrique Ribeiro cumpria pena por roubo e estava na penitenciária de Dois Irmãos do Buriti desde 2024
O preso da penitenciária de Dois Irmãos do Buriti, a 116 quilômetros de Campo Grande, que morreu durante um motim registrado nesta terça-feira (24), foi identificado como Thiago Henrique Ribeiro. Segundo a Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário), ele cumpria pena por roubo e estava na unidade desde abril de 2024. Outros três detentos envolvidos na briga foram hospitalizados. Conforme o Sindicato dos Policiais Penais de Mato Grosso do Sul, a unidade enfrenta superlotação e falta de servidores.
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Um detento morreu e três ficaram feridos durante motim na penitenciária de Dois Irmãos do Buriti, em Mato Grosso do Sul. Thiago Henrique Ribeiro, que cumpria pena por roubo desde abril, foi identificado como a vítima fatal após conflitos entre presos que chegaram a acessar o telhado da unidade. O Sindicato dos Policiais Penais aponta problemas de superlotação no presídio, que tem capacidade para 238 internos. A entidade critica o modelo de ampliação de vagas sem aumento proporcional do efetivo, alertando que adaptações estruturais podem comprometer a segurança do local.
De acordo com o Sinsapp (Sindicato dos Policiais Penais), a penitenciária tem capacidade para 238 internos, mas enfrenta desafios relacionados à superlotação e à falta de servidores. O sindicato critica o modelo de ampliação de vagas adotado no sistema prisional, apontando que adaptações estruturais, sem aumento proporcional do efetivo, podem comprometer a segurança.
“Quando se amplia a unidade sem reposição de servidores, há sobrecarga e piora nas condições de trabalho. Isso também aumenta o risco de situações como motins”, destacou a entidade.
O sindicato também afirma ser contrário à ampliação de vagas sem a construção de novas unidades. Segundo o sindicato, alterações estruturais nas penitenciárias podem descaracterizar o modelo de segurança e favorecer novos episódios de violência. Uma diligência deve ser realizada no local para avaliar a situação.
As comissões de Direitos Humanos e Execução Penal da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) estiveram na unidade para apurar as circunstâncias do caso que ocorreu nos pavilhões 2 e 3.
Mais cedo, a Agepen informou que o tumulto teve início após conflitos internos entre custodiados. Durante a ocorrência, alguns detentos chegaram a acessar o telhado da unidade, elevando a tensão no local. Equipes do COPE (Comando de Operações Penitenciárias) e da Diretoria de Operações foram acionadas e conseguiram conter a situação.
Apesar da gravidade, o episódio não foi classificado como rebelião, já que, segundo a agência, não houve ação coordenada contra a administração da unidade, mas sim confronto entre os próprios presos. As circunstâncias da morte e dos ferimentos ainda serão investigadas.
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