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Interior

Autoridades dizem que acompanham consequências da seca em MS

Priscilla Peres e Kleber Clajus | 02/02/2015 14:54
Com a queda no nível do córrego, árvores que ficaram submersas por 42 anos voltaram a aparecer. (Foto: Alcides Neto)
Com a queda no nível do córrego, árvores que ficaram submersas por 42 anos voltaram a aparecer. (Foto: Alcides Neto)
Nível do rio está cerca de 10 metro mais baixo que o normal para essa época do ano. (Foto: Alcides Neto)
Nível do rio está cerca de 10 metro mais baixo que o normal para essa época do ano. (Foto: Alcides Neto)

Aparecida do Taboado - distante 481 km de Campo Grande, está sofrendo as consequência da estiagem que atinge o país. O rio Paraná que nasce no município e seus afluentes estão cerca de 10 metros abaixo do nível esperado para a época, o que já compromete a produção de pescado, gado e leite do Estado.

O prefeito José Robson Samara Rodrigues de Almeida, mais conhecido por Robinho, explica que a situação do município é crítica. "É calamidade, quem está mexendo com piscicultura naquela região está sofrendo", afirma. De Aparecida do Taboado sai 10% da produção estadual de pescado, mas a atividade está comprometida com a seca em córregos e rios.

Robinho ressalta que a seca é consequência da falta de chuva em outros estados, como São Paulo e Minas Gerais, que dão origem ao rio Paraná. "A seca é assustadora, eu que sou nascido e criado aqui vi quando o rio Paraná e seus afluentes começaram a formar o lago da barragem de Ilha Solteira, nunca nenhum morador da região viu o rio praticamente voltando ao normal".

Produção - O secretário de Governo e interino da Produção, Eduardo Riedel afirma que a situação do município está sendo monitorada. "Existem estágios gradativos de perda, temos que monitorar isso e chegar a um nível crítico de perda o Estado pode interferir para tentar ajudar os produtores de alguma forma".

Apesar disso, Riedel ainda lembra que quando se trata de condições climáticas, nem sempre é possível interferir. "Em clima e meio ambiente, temos poucas coisas a fazer, geralmente não depende de nós mudar a situação, o que podemos fazer e dar apoio para tentar minimizar as perdas".

Prevenção - Para o governador Reinaldo Azambuja (PSDB) é importante pensar em reservatórios para a água e planejar o futuro. "A agência de abastecimento daqui tem que olhar para nossos reservatórios, por que a possibilidade de termos aqui uma grande estiagem não está descartada".

"Nós temos que nos preparar para o futuro, para que se vier ocorrera a gente não tenha surpresas negativas como se está tendo hoje em São Paulo, Minas Gerais, Espirito Santo, Rio de Janeiro e outros estados, por conta de uma falta de água que é um bem insubstituível na família".

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