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Interior

Caminhonete é retirada do Rio Ivinhema, mas homem continua desaparecido

Buscas devem percorrer cerca de 200 quilômetros neste sábado (6), chegando até a foz do Paraná

Por Clara Farias | 07/11/2026 12:44

Caminhonete ocupada pelo casal que desapareceu ao entrar no Rio Ivinhema, em Angélica, a cerca de 280 quilômetros de Campo Grande, foi retirada da água na manhã deste sábado (7). Conforme apurado pela reportagem, o Corpo de Bombeiros investigava a possibilidade de o corpo de João Luiz dos Santos, de 56 anos, estar preso embaixo do veículo. No entanto, o homem continua desaparecido desde o dia 1º, quando ocorreu o acidente.

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A caminhonete ocupada pelo casal que desapareceu ao entrar no Rio Ivinhema, em Angélica, foi retirada da água neste sábado (7) com o uso de dois tratores. O Corpo de Bombeiros investigava se o corpo de João Luiz dos Santos, de 56 anos, estaria preso sob o veículo, mas ele segue desaparecido desde o acidente, no dia 1º. Estela Thomazetto, de 48 anos, foi encontrada morta dentro da S10 no dia 2. As buscas devem percorrer cerca de 200 quilômetros do rio. A polícia trata o caso como acidente.

Segundo os militares, foram utilizados dois tratores para retirar a Chevrolet S10 da água. Ao Campo Grande News, o major Rodrigo Bueno, que comanda a operação no Rio Ivinhema, contou que as buscas devem percorrer cerca de 200 quilômetros de extensão do rio. "Vamos até a foz do Rio Paraná em busca do corpo. Como o rio está bem alto, há possibilidade de que ele esteja bem longe. Vamos seguir nas buscas", disse.

O acidente aconteceu na noite do dia 1º, quando João Luiz e Estela Thomazetto, de 48 anos, entraram no Rio Ivinhema por uma rampa destinada a embarcações. O momento foi registrado por câmeras de segurança. Moradores que estavam nas proximidades viram quando a caminhonete entrou na água. Na gravação, é possível ouvir Estela pedindo socorro. Poucos segundos depois, o veículo desaparece no rio.

O Corpo de Bombeiros foi acionado ainda naquele domingo, mas nada foi encontrado. As buscas foram retomadas na segunda-feira (2), quando o corpo de Estela foi localizado dentro da caminhonete, a cerca de 6 metros de profundidade. O veículo estava com uma das portas abertas, indicando que João Luiz conseguiu sair. No entanto, após seis dias de buscas, ele continua desaparecido.

Caminhonete é retirada do Rio Ivinhema, mas homem continua desaparecido
Equipe do Corpo de Bombeiros no local onde aconteceu o afogamento no domingo (Foto: Divulgação)

Segundo o delegado responsável pelo caso, Gustavo Oliveira, as hipóteses de feminicídio e suicídio foram descartadas inicialmente. "Trata-se de um acidente, uma fatalidade. Não há qualquer indício de feminicídio ou suicídio", afirmou na última terça-feira (3).

O delegado também explicou que o casal não conhecia a região, onde fica um condomínio fechado, e não morava nas proximidades. Além disso, há trechos das estradas da área em que a água chega à altura das rodas de veículos altos. Por isso, segundo ele, os dois podem ter acreditado que estavam atravessando apenas um trecho alagado.

A análise das imagens também contribuiu para a conclusão inicial do delegado de que não houve feminicídio. Ele destacou que o comportamento de Estela, sentada no banco do passageiro, não indicava uma situação de violência. "Não havia ninguém a segurando, tampouco estava agitada ou havia qualquer outro elemento que sugerisse estar em uma discussão ou sendo levada à força", explicou Gustavo.