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Interior

Condenado por sequestro de empresária pega 13 anos de prisão

Crime ocorreu em 2022, quando Célia Donizete foi levada em Ponta Porã e mantida em cativeiro

Por Gustavo Bonotto e Helio de Freitas, de Dourados | 04/06/2026 19:04

Wilson Martínez Maidana foi condenado a 13 anos de prisão por participação no sequestro da empresária Célia Donizete de Morais Pinheiro, ocorrido em fevereiro de 2022 na fronteira entre Ponta Porã e Pedro Juan Caballero. A sentença foi proferida por unanimidade nesta quinta-feira (4), pelo Tribunal de Sentença paraguaio, que considerou comprovada a atuação do réu como coautor do crime.

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Wilson Martínez Maidana foi condenado a 13 anos de prisão pelo sequestro da empresária Célia Donizete de Morais Pinheiro, ocorrido em fevereiro de 2022 na fronteira entre Ponta Porã e Pedro Juan Caballero. A sentença foi proferida por unanimidade pelo Tribunal de Sentença paraguaio, que considerou comprovada sua atuação como coautor do crime. Célia foi libertada mais de 24 horas após o sequestro, sem ferimentos.

O julgamento ocorreu em Pedro Juan Caballero, cidade vizinha a Ponta Porã, a 313 quilômetros de Campo Grande. O colegiado foi presidido pela juíza Librada Peralta e teve como membros os magistrados Mario Peralta e Marcelina Quintana.

De acordo com a decisão, a promotora Reinalda Palacios, da unidade especializada de combate ao crime organizado, apresentou provas documentais e testemunhais que demonstraram a participação de Maidana no sequestro. Com a condenação, ele deverá cumprir a pena em estabelecimento prisional do Paraguai.

O crime aconteceu na manhã de 5 de fevereiro de 2022 e teve ampla repercussão em Mato Grosso do Sul. Célia, esposa do empresário Jonas Pinheiro, chegava à loja de materiais de construção da família quando foi abordada por homens armados.

Condenado por sequestro de empresária pega 13 anos de prisão
Wilson Martínez Maidana, em foto publicada das redes sociais. (Foto: Direto das Ruas)

Imagens de câmeras de segurança registraram toda a ação. Sob chuva forte, a empresária estacionou a caminhonete na Rua Alexandre Gusmão, próxima à Avenida Brasil, em Ponta Porã. Um Volkswagen Gol prata que a seguia parou ao lado do veículo. Dois homens desceram, renderam a vítima e a colocaram à força no banco traseiro. Toda a ação durou menos de 30 segundos.

Logo após o sequestro, imagens de monitoramento mostraram o carro atravessando a linha internacional em direção ao Paraguai. Equipes brasileiras e paraguaias iniciaram buscas na região.

Ainda no mesmo dia, investigadores paraguaios localizaram o Gol usado pelos sequestradores em uma oficina de Pedro Juan Caballero. O veículo foi apreendido, mas nenhum suspeito foi encontrado no local. Na ocasião, a polícia informou que o carro havia sido abandonado.

As investigações apontaram que a empresária foi levada clandestinamente para território paraguaio, onde permaneceu em cativeiro. Segundo a acusação, os criminosos exigiram dinheiro para libertá-la.

Célia recuperou a liberdade mais de 24 horas depois do sequestro. Na época, autoridades brasileiras informaram que ela foi encontrada sem ferimentos.