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Interior

Confronto entre policiais e indígenas não deixou feridos, diz nota da PF

Um sitiante foi preso durante operação que cumpria mandados de busca e apreensão em Dourados

Por Gustavo Bonotto | 06/10/2023 18:38
Policiais federais em um dos locais onde foram cumpridos mandados (Foto: Divulgação)
Policiais federais em um dos locais onde foram cumpridos mandados (Foto: Divulgação)

Em nota enviada à imprensa, a Polícia Federal confirmou que o confronto entre indígenas e policiais, ocorrido nesta sexta-feira (6), não resultou em feridos. Na ação, um sitiante foi preso no âmbito da Operação Py'aguapy.

Segundo o texto, "os policiais federais foram atingidos por paus, pedras, facões e porretes por supostos membros da comunidade e reagiram com medidas menos letais e de baixo impacto".

Hoje de manhã, a PF deflagrou a ação para cumprir um mandado de prisão e sete de busca e apreensão em Dourados e Nova Olímpia (MT), no âmbito da investigação sobre o confronto entre indígenas e sitiantes ocorrido no dia 13 de setembro deste ano.

Entretanto, a nota oficial enviada pela assessoria de comunicação da PF em Mato Grosso do Sul não citou a suposta resistência por parte dos indígenas, nem mesmo a necessidade de uso de bombas de gás e munições não letais para controlar a situação. A polícia também não informou se o preso é sitiante ou indígena.

Segundo a PF, a investigação começou após o conflito agrário entre indígenas e sitiantes, com indícios de utilização de armas de fogo e armas de fabricação artesanal, como flechas, armas brancas e “coquetel molotov”.

Durante o conflito, ocorrido em área reivindicada pelos indígenas na região oeste do município de Dourados, ao lado da Aldeia Bororó, pelo menos dois indígenas foram hospitalizados com lesões decorrentes de disparos de arma de fogo.

Conforme a Polícia Federal, os investigados, na medida de sua participação, poderão responder por tentativa de homicídio e lesão corporal.

A área, formada por pequenos sítios e sitiocas, é palco de confrontos desde 2018. Grupos indígenas afirmam que as terras fazem parte da reserva criada em 1917. Os proprietários, no entanto, defendem que possuem escrituras dos imóveis, herdados dos pais e avós e que antes faziam parte de fazendas vizinhas da reserva.

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