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Campo Grande, Segunda-feira, 27 de Fevereiro de 2017

20/04/2012 15:50

De forma pacífica, sem-terra iniciam desocupação de fazenda em Batayporã

Fabiano Arruda
Ouvidor do Incra (de camisa branca), Sidnei Ferreira de Almeida, conversa com integrantes do MST observado por policiais militares. (Foto: Nova News)Ouvidor do Incra (de camisa branca), Sidnei Ferreira de Almeida, conversa com integrantes do MST observado por policiais militares. (Foto: Nova News)

Pelo menos 470 pessoas ligadas ao MST (Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra) começaram, no início da tarde desta sexta-feira, a desocupação da fazenda Boa Esperança, localizada às margens da rodovia MS-134, há cerca de 10 quilômetros da sede do município de Batayporã.

Após uma semana no local, as famílias deixam o local de forma pacífica. A saída deve ser concluída apenas neste sábado por conta do alto número de barracas que estavam montadas.

As informações são do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária). Os sem-terra começaram a sair do local após o ouvidor da superintendência do órgão em Campo Grande, Sidnei Ferreira de Almeida, dialogar com os manifestantes.

Cerca de 40 policiais militares acompanharam o desfecho da negociação. Os sem-terra decidiram voltar ao mesmo local onde estavam, às margens da MS-134.

Os integrantes do MST concordaram com a desocupação após entregarem relatório com dez fazendas da região do Vale do Ivinhema ao Incra. Eles exigem vistoria nas propriedades e argumentam que as terras são improdutivas.

A lista de fazendas tem endereços, nomes das propriedades e dos donos. O instituto concordou com a condição, mas não prometeu comprar ou desapropriar terras por conta de liminar da Justiça Federal que impede que o Incra crie novos assentamentos até que sejam vistoriados todos os lotes em Mato Grosso do Sul.

A superintendência do órgão, no entanto, admite que o processo de vistoria dos 5,9 mil lotes em 178 assentamentos no Estado não tem prazo previsto para ser finalizado.

Os manifestantes ocuparam a propriedade rural em Batayporã e revelaram que as invasões fazem parte das atividades realizadas no período chamado por eles de “Abril Vermelho”.




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