Mulher envia carta pedindo ajuda para fugir de cárcere durante ida ao banco
Vítima pedia contato da mãe e relatava que estava sendo agredida e proibida de falar com outras pessoas
Carta escrita à mão pedindo ajuda levou a polícia a resgatar uma mulher de 39 anos que denunciava viver em situação de cárcere privado e violência doméstica no Assentamento Canaã, em Bodoquena, na manhã desta quarta-feira (22). Conforme o boletim de ocorrência, a mensagem foi entregue por um dos filhos da vítima a familiares. No texto, ela relatava agressões constantes e pedia ajuda para fugir no dia em que iria ao banco sacar o Bolsa Família. O marido, de 47 anos, foi preso.
RESUMO
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Mulher de 39 anos foi resgatada após enviar uma carta manuscrita pedindo socorro, denunciando cárcere privado e violência doméstica no Assentamento Canaã, em Bodoquena. O marido, de 47 anos, foi preso. Segundo a vítima, ela sofria agressões físicas, psicológicas e ameaças de morte há 15 anos e era proibida de usar celular ou sair de casa, exceto nos dias de saque do Bolsa Família. O caso segue sob investigação.
Com as informações da carta, equipes da Polícia Militar de Bodoquena foram até o assentamento, acompanhadas por familiares da vítima, e a encontraram na residência. Ela confirmou que havia escrito o texto e afirmou que vive com o marido há 15 anos e, nesse período, sofreu agressões físicas, psicológicas e ameaças de morte, muitas vezes na frente dos filhos.
Na carta, a dona de casa detalha uma das agressões, que teria causado um ferimento na cabeça. “Vê se consegue o número do telefone da minha mãe ou de qualquer parente, porque eu preciso ir embora nesse pagamento, porque ele me bateu, cortou minha cabeça. [...] Se a senhora conseguir, manda pela menina, mas fala para ela não comentar nada, porque dia 22 é o pagamento do Bolsa Família e aí eu vou embora”, diz um dos trechos.
No verso, a vítima relata que, quando está no assentamento, não pode manter contato com ninguém. “Ele fica se fingindo de coitado, sendo que é um verdadeiro satanás. [...] Faz de conta que a senhora não sabe de nada. Se conseguir, manda o número da minha mãe ou tia”, finalizou.
Ainda conforme o relato aos policiais, a mulher disse que era proibida de usar celular, acessar redes sociais ou sair de casa, sendo liberada apenas nos dias de saque do benefício social, sempre sob vigilância do companheiro.
Apesar de não apresentar lesões aparentes no momento da abordagem, consulta ao sistema policial apontou registros anteriores de violência doméstica, além de ocorrências por posse e disparo de arma de fogo em nome do suspeito.
O casal e os filhos foram encaminhados à Delegacia de Polícia Civil, e o caso segue sob investigação.
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Se você vive ou testemunha alguma forma de agressão, denuncie. O 180 atende 24 horas e pode orientar e acolher. Em situações de risco imediato, ligue 190. Seu gesto pode salvar uma vida.


