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Interior

Dinheiro de acerto bancaria fuga de assassino para Belo Horizonte

Antes do crime, Diogo Cardoso de Souza, cobrou o pagamento dos 3 meses de experiência de trabalho

Por Adriano Fernandes e Mirian Machado | 23/05/2022 20:34
Residência onde ocorreu o crime no município de Terenos. (Foto: Kísie Ainoã)
Residência onde ocorreu o crime no município de Terenos. (Foto: Kísie Ainoã)

Antes de assassinar a própria esposa Erica Miranda de Souza, de 27 anos, a tiros, na frente dos filhos de 2 e 9 anos, Diogo Cardoso de Souza, de 28 anos, pediu acerto dos três meses de experiência na chácara onde ele estava morando com a família, em Terenos, a 31 quilômetros de Campo Grande. O montante foi de aproximadamente R$ 3 mil, valor que o criminoso pagaria a um motorista de aplicativo que o levaria até Belo Horizonte, MG, onde vive a sua família.

Patrão de Diogo, o produtor rural Jamir Costa Gomes conta que após o pedido do funcionário, o questionou se ele iria continuar trabalhando na chácara. O casal já acumulava dívidas com o patrão, mas o produtor tinha a intenção de contratar o rapaz por pelo menos um ano.

"Daí ele disse que ia perguntar para Érica se ela queria que ele fosse registrado", comentou. Visivelmente abalado, Jamir conta que o clima na fazenda dias antes do crime era de normalidade. "Ele era uma pessoa alegre, mas não sei dizer como era a convivência entre eles. Nesta segunda-feira (23) o produtor seguiu rumo à Dois Irmãos do Buriti pra prestar condolências à família da vítima.

Crime e fuga - Erica foi morta por volta das 23h30 deste último domingo (22). Após atirar contra a esposa, Diogo teria mandado os filhos dormirem com a mãe e, no dia seguinte, pedir ajuda a algum vizinho. Na sequência, o homem entrou na casa do patrão, bebeu cerca de 40 latas de cerveja e fugiu. Há informações de que ele foi deixado próximo ao Aeroporto Internacional de Campo Grande. Nesta tarde, no entanto, agentes do GOI (Grupo de Operações e Investigações) conseguiram prender o suspeito na MS-240, entre as cidades de Água Clara e Paranaíba. Ele tentava ir até Belo Horizonte, onde mora a família, e pagaria R$ 3 mil a um motorista de aplicativo pela viagem.


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