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Interior

Ex-vereador procurado pela PF é preso por grilagem de terra

Com prisão decretada, Ademir Cesar Mattoso escapou ontem da PF, mas foi capturado hoje em Três Lagoas

Por Helio de Freitas, de Dourados | 21/02/2024 15:17
Ademir Cesar Mattoso, ex-vereador de Ponta Porã preso hoje em ação da PF (Foto: Reprodução)
Ademir Cesar Mattoso, ex-vereador de Ponta Porã preso hoje em ação da PF (Foto: Reprodução)

Investigado por grilagem de terra da União e alvo da Operação “Res Publica”, deflagrada ontem pela Polícia Federal, o ex-vereador de Ponta Porã Ademir Cesar Mattoso foi preso nesta quarta-feira (21). Ele foi localizado pela PF em uma residência em Três Lagoas, na região leste de Mato Grosso do Sul.

Segunda operação deflagrada pela PF em menos de um ano para investigar o esquema, a “Res Publica” (coisa do povo, em latim) apura atuação de organização criminosa responsável por invadir, ocupar e vender terras públicas da União no município de Ponta Porã.

Ontem, 32 policiais federais saíram às ruas para cumprir os mandados de prisão preventiva de Ademir Mattoso e de um servidor da prefeitura, mas nenhum deles foi localizado. Com a prisão do ex-vereador, apenas o funcionário público segue foragido. O nome dele não foi revelado.

Além dos mandados de prisão, a Justiça Federal expediu sete mandados de busca e apreensão em endereços dos investigados e determinou medidas cautelares contra outras três pessoas – dois funcionários da prefeitura, outro da Sanesul e um contador. Os agentes públicos foram afastados das funções e impedidos de frequentar as repartições públicas. Os quatro também passam a ser monitorados por tornozeleira eletrônica.

Em 7 de março do ano passado, César Mattoso, que exerceu mandato de 2013 a 2016, foi alvo da Operação Bárbaros, também deflagrada pela PF para apurar a grilagem de terras da União.

No mesmo dia, ele foi preso em flagrante acusado de fraude processual, desobediência e comunicação falsa de crime. Mattoso teria destruído o celular para apagar provas e registrado denúncia na polícia informando que o aparelho foi roubado.

Em setembro, o Ministério Público Federal pediu o arquivamento do processo "em decorrência da inexistência de justa causa para o oferecimento da denúncia". A Justiça Federal determinou o arquivamento do inquérito policial.

Entretanto, o esquema continuou sendo apurado pela Polícia Federal e durante as diligências surgiram novos indícios implicando o ex-vereador e os demais investigados. Além de invadir terras da União, a organização praticava outros crimes, como corrupção, falsidade ideológica e estelionato.

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