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Expulsos do Paraguai, brasileiros são levados para presídios do Sul

Nego Jackson e Marcos da Silva, réus em 28 processos por homicídio e tráfico, foram presos na fronteira com MS, em janeiro

Por Helio de Freitas, de Dourados | 02/02/2017 15:02
Marcos e Jackson (de azul, no centro) foram entregues hoje a autoridades brasileiras (Foto: ABC Color)
Marcos e Jackson (de azul, no centro) foram entregues hoje a autoridades brasileiras (Foto: ABC Color)

Os brasileiros Marcos da Silva Oliveira e Jackson Peixoto Rodrigues, o Nego Jackson, expulsos hoje (2) do Paraguai, estão sendo levados nesta tarde para presídios no Paraná e Rio Grande do Sul. Membros da facção criminosa gaúcha “Bala na Cara”, os dois foram presos no dia 12 de janeiro em Pedro Juan Caballero, cidade paraguaia vizinha de Ponta Porã (MS), a 323 km de Campo Grande.

Réus em pelo menos 28 inquéritos por tráfico de drogas e assassinatos no estado gaúcho, eles foram acusados pelo assassinato do paraguaio Paulo Jacques, 41, e da noiva dele, a douradense Milena Soares Bandeira, 21. Os dois foram executados a tiros no dia 2 de janeiro deste ano na capital paraguaia.

Outros dois bandidos brasileiros, Leandro Lucas de Oliveira dos Santos, e Peterson Lucas Cacenote de Souza, presos com Marcos e Jackson, vão continuar detidos no Paraguai.

A expulsão deles foi determinada pelo juiz Julián Lopez. O fato de Jackson e Marcos terem sido presos com documentos falsos facilitou o processo de expulsão.

Os dois gaúchos foram entregues a policiais brasileiros no aeroporto de Assunção. A previsão era de que Jackson desembarcasse no começo da tarde em Cascavel (PR), onde vai ficar no presídio federal da cidade.

Já Marcos da Silva Oliveira está sendo levado para a Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas, na região metropolitana de Porto Alegre.

Nego Jackson – Com nove mandados de prisão por homicídio, Jackson Peixoto Rodrigues era, até janeiro deste ano, o homem mais procurado do Rio Grande do Sul. Ele é apontado pela polícia gaúcha como o principal causador da guerra entre facções criminosas que aterroriza a Grande Porto Alegre desde o início de 2016.

Segundo o Deic (Departamento Estadual de Investigações Criminais) da Polícia Civil do Rio Grande do Sul, Jackson conseguiu arregimentar outras quadrilhas para fazer frente ao PCC (Primeiro Comando da Capital).

A morte de Paulo Jacques teria sido uma demonstração de força nessa guerra, já que a vítima era uma espécie de gerente dos negócios do narcotraficante brasileiro Jarvis Gimenez Pavão, que está preso em Assunção e mantém sociedade com o PCC.

A expulsão de Nego Jackson e Marquinhos pela justiça paraguaia evitou que os dois ganhassem liberdade em pouco tempo.

De acordo com policiais gaúchos, o Paraguai não conseguiu provas robustas do envolvimento de Jakcson e Marcos no duplo assassinato do dia 2 de janeiro em assunção. Acusados apenas de falsidade ideológica no país vizinho, os dois poderiam ser soltos em breve.

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