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Interior

Facção gaúcha é mais um grupo criminoso que está agindo na fronteira

Polícia do Paraguai afirma que “Bala na Cara” disputa território com PCC, Comando Vermelho e Comando Catarinense e matou funcionário de Jarvis Pavão para enfraquecer concorrente

Por Helio de Freitas, de Dourados | 16/01/2017 08:31
Integrantes da facção “Bala na Cara”, presos quinta-feira em Pedro Juan Caballero (Foto: ABC Color)
Integrantes da facção “Bala na Cara”, presos quinta-feira em Pedro Juan Caballero (Foto: ABC Color)

O grupo criminoso gaúcho “Bala na Cara” é mais uma facção que tenta se estabelecer na fronteira de Mato Grosso do Sul com o Paraguai para dominar o tráfico de drogas e de armas. Quatro integrantes do bando foram presos quinta-feira (12) em Pedro Juan Caballero, cidade vizinha de Ponta Porã (MS), a 323 km de Campo Grande.

Na fronteira, o “Bala na Cara” disputa espaço com o PCC (Primeiro Comando da Capital), Comando Vermelho e Comando Catarinense. Após a morte de Jorge Rafaat, em junho do ano passado, as facções brasileiras disputam à bala o controle do crime organizado, que antes passava pelas bênçãos do chefão da fronteira.

De acordo com comissário Abel Cañete, da Polícia Nacional do Paraguai, a morte de Paulo Jacques, 41, gerente dos negócios do narcotraficante Jarvis Gimenez Pavão, foi uma estratégia para enfraquecer a quadrilha do novo chefão do crime organizado na fronteira e demonstração de força.

Os quatro brasileiros presos em Pedro Juan são acusados de executar Jacques no dia 2 deste mês, em Assunção. A douradense Milena Soares Bandeira, 21, também foi morta. A irmã dela estava com o casal, mas escapou ilesa dos tiros.

Jackson Peixoto Rodrigues, o Nego Jackson, que usava identidade falsa em nome de Gabriel Ferreira Santos, tem dez mandados de prisão no Rio Grande do Sul, por assassinato e tráfico de drogas. Ele é considerado o chefe do grupo preso em Pedro Juan.

Também foram presos em uma casa no bairro Guarani Leandro Lucas de Oliveira dos Santos, Marcos da Silva Oliveira, que usava documento falso em nome de Janderson Luis Sequeira, e Peterson Lucas Cacenote de Souza.

Leandro dos Santos e Marcos da Silva também eram procurados, os dois por seis mandados de prisão por tráfico e homicídio. A facção gaúcha é conhecida por agir com extrema violência contra os rivais.

“A intenção da Bala na Cara é migrar para o Paraguai, assim como fizeram outras facções, como PCC e Comando Vermelho”, afirmou o comissário paraguaio. A polícia do país vizinho trabalha em conjunto com policiais gaúchos para localizar e prender membros da facção criminosa que atua em Porto Alegre.

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