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Interior

Família de morto em confronto com a PM espalha faixas em cidade pedindo justiça

Familiares e amigos dos dois homens mortos em uma fazenda farão passeata às 14h deste sábado

Ana Paula Chuva | 01/10/2022 09:45
Faixa colocada em um dos pontos da cidade pela família de Domingos. (Foto: Direto das Ruas)
Faixa colocada em um dos pontos da cidade pela família de Domingos. (Foto: Direto das Ruas)

A família de Domingos Alonso, 63 anos, morto em confronto com a PM (Polícia Militar) em uma fazenda na cidade de Porto Murtinho, distante 439 quilômetros de Campo Grande, espalhou cartazes pela cidade pedindo Justiça pelo homem, que segundo eles, era apenas um trabalhador. O caso aconteceu na terça-feira (27) e vitimou também Fábio Gonçalves.

Ao Campo Grande News, um dos filhos de Domingos, Amilson Alonso contou que a família espalhou cartazes e faixas nos principais pontos da cidade e ainda marcaram um protesto, junto com os familiares de Fábio, para 14 horas de deste sábado (1°), pois acreditam que os dois homens eram inocentes.

“Eles foram executados no local de trabalho. Eles invadiram o local de trabalho do meu pai. Ele fazia uma casa de apoio e uma horta quando foi morto. Iremos atrás de Justiça. Ele era trabalhador”, disse o filho da vítima.

Ainda conforme o homem, cerca de 20 pessoas ajudaram a espalhar os cartazes com dizeres como “Inocentes trabalhadores” e “Não foi operação, foi execução”, ainda na sexta-feira. “Distribuímos na cidade toda, não vamos descansar”, declarou Amilson.

Nas redes sociais, postagens feitas por amigos e familiares convocam a cidade para a passeata por Justiça pelos dois homens. O protesto está marcado para às 14h de hoje e na publicação, as pessoas relatam que ainda há “muitos pontos de interrogação em tudo isso”.

Outra faixa colocada pela família que protesta pela morte do idoso. (Foto: Direto das Ruas)
Outra faixa colocada pela família que protesta pela morte do idoso. (Foto: Direto das Ruas)

Confronto - Versão dada pela Polícia Militar é de que a Patrulha Rural fazia diligências durante a operação Pecuária Segura Auaca, perto da região conhecida como fecho dos morres, após ter conhecimento de furtos recorrentes de gado no entorno da fazenda Porto Conceição. Alguns suspeitos, inclusive, teriam sido vistos abatendo o gado e utilizando um barco para o transporte da carne.

Diante da informação, uma equipe seguiu por terra na viatura policial e outra de barco. Em determinado momento, os policiais afirmam que viram um barco vazio, momento em que parte da equipe desembarcou, seguindo a pé pela mata e um sargento da PM continuou pelo rio.

Os policiais fizeram a abordagem, mas um dos autores passou a atirar no barco em que estava o sargento. Foi dada voz de prisão, mas conforme o boletim, surgiram quatro homens e "houve intensa troca de tiros". Dois suspeitos foram atingidos e os outros conseguiram fugir pela mata. Os feridos foram socorridos e levados ao hospital, mas não resistiram. Na ocorrência foram apreendidas duas armas de fogo e um barco.

Investigação – Conforme apurou a reportagem,  o caso está sendo investigado pela própria Polícia Militar, que informou ter instaurado inquérito militar para apurar as circunstâncias do fato e após a conclusão os autos serão remetidos ao Ministério Público de Mato Grosso do Sul. No entanto, a família afirma que segue sem respostas.

Viatura da PM com manchas de sangue dos suspeitos mortos. (Foto: Rádio Alto Paraguay)
Viatura da PM com manchas de sangue dos suspeitos mortos. (Foto: Rádio Alto Paraguay)


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