Furto de gado vira principal hipótese para morte de capataz na fronteira
Promotor afirma que trabalhador havia relatado ameaças antes de ser morto em propriedade rural
O fim dos furtos de gado em uma propriedade rural desde que Marcelino Colmán, de 36 anos, assumiu o posto de capataz, há cerca de 6 meses, passou a orientar a investigação sobre o assassinato do trabalhador em Pedro Juan Caballero, município paraguaio na fronteira com Ponta Porã, a 313 quilômetros de Campo Grande.
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O assassinato de Marcelino Colmán, de 36 anos, capataz de uma propriedade rural em Pedro Juan Caballero, no Paraguai, é investigado como possível retaliação de ladrões de gado. Segundo o promotor Andrés Cantaluppi, os furtos cessaram há seis meses, quando ele assumiu o posto. Marcelino foi morto na quinta-feira (1º) com um tiro de espingarda calibre 12 na cabeça, na Colônia Yvype. Ninguém foi identificado. A família relatou que ele temia ser atacado.
A informação veio do promotor Andrés Cantaluppi, em entrevista ao jornal ABC Color nesta sexta-feira (2). Segundo ele, a principal hipótese é de retaliação por parte de pessoas envolvidas nesse tipo de crime na região.
Marcelino foi morto na tarde de quinta-feira (1º), atingido na cabeça por disparo de espingarda calibre 12 na Colônia Yvype, a aproximadamente 12 quilômetros da área urbana da cidade paraguaia.
De acordo com Cantaluppi, investigadores apuram se o trabalho do capataz interferiu na atuação de ladrões de gado que agiam nas proximidades ou dentro da propriedade. A suspeita surgiu porque, conforme as informações reunidas até agora, os casos teriam cessado desde que Marcelino assumiu a função. Nenhum integrante de eventual grupo foi identificado, e a Promotoria ainda trata essa relação como hipótese de investigação.
“Desde que a vítima assumiu o cargo de capataz há seis meses, o roubo de gado na fazenda cessou”, afirmou o promotor. A partir desse dado, a apuração tenta descobrir se Marcelino passou a ser considerado um obstáculo para o esquema e se houve algum tipo de pressão contra ele antes do crime.
O relato da família acrescentou outro elemento à investigação. De acordo com Cantaluppi, Marcelino havia comentado mais de uma vez com a companheira que algo poderia acontecer com ele a qualquer momento. A Promotoria verifica se essa preocupação estava relacionada a ameaças e, em caso positivo, quem teria feito as intimidações. Até agora, não foi divulgada informação sobre denúncia formal registrada anteriormente pelo trabalhador.
Marcelino trabalhava e morava na propriedade rural conhecida como Granja Tatu, na região de Yvype. Na quinta, ele foi atacado por pessoas ainda não identificadas e sofreu o ferimento na cabeça que provocou sua morte. A informação inicial apontava para o uso de uma espingarda, e o novo relato divulgado no Paraguai indica calibre 12.


