Após apreensão, dono de chiparia tenta recuperar produtos que seriam descartados
Fiscalização recolheu mercadoria sem comprovação de procedência no início de setembro no Carandá Bosque
Pela segunda vez em menos de 30 dias, a Vigilância Sanitária fiscalizou uma fábrica de chipas no Carandá Bosque, em Campo Grande. Desta vez, o proprietário do estabelecimento foi flagrado ao tentar recuperar produtos que haviam sido apreendidos e seriam encaminhados para descarte. A abordagem ocorreu nesta sexta-feira (2), em uma estrada vicinal no Jardim Veraneio. Apesar da situação, o homem não foi preso.
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A Vigilância Sanitária fiscalizou pela segunda vez em menos de 30 dias uma fábrica de chipas no Carandá Bosque, em Campo Grande. Nesta sexta-feira (2), o proprietário foi flagrado ao tentar recuperar produtos apreendidos que seriam descartados. Os itens foram interditados por falta de procedência e rastreabilidade. O homem não foi preso, pois não houve flagrante de venda ou uso dos produtos, mas poderá ser multado. Em 10 de setembro, foram apreendidos 60 quilos de chipas e 30 quilos de queijo.
A movimentação chamou a atenção de quem passava pelo local. As imagens foram enviadas ao Campo Grande News pelo canal Direto das Ruas. No registro, um furgão aparece com a porta traseira aberta, ao lado de um caminhão também aberto na parte destinada à carga.
Conforme apurado pela reportagem, a mercadoria havia sido recolhida na fábrica para descarte, após uma fiscalização realizada no início de setembro. Durante o transporte, o dono do estabelecimento teria abordado o caminhão e transferido os produtos para um veículo da empresa. Os produtos foram retirados em meio a restos de carnes e ossos recolhidos pelo caminhão, que seriam destinados ao descarte.
Após acompanhar a movimentação, o fiscal acionou a Decon (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Contra as Relações de Consumo). Os fiscais abordaram novamente o proprietário nas proximidades da fábrica, quando transferia a mercadoria para outro veículo.
Na sequência, a Vigilância Sanitária voltou ao estabelecimento e interditou cautelarmente os produtos. A medida, segundo a fiscalização, foi adotada porque havia matérias-primas sem comprovação de procedência e sem rastreabilidade. A interdição é restrita aos produtos, e não ao funcionamento de toda a fábrica.

O homem não foi preso porque, segundo informações obtidas pela reportagem, os agentes não o flagraram comercializando os produtos ou utilizando-os na fabricação de novos alimentos. O caso foi tratado como atos preparatórios, sem a configuração de flagrante criminal naquele momento. A fiscalização, no entanto, poderá adotar medidas administrativas, incluindo a aplicação de multa.
No dia 10 de setembro, a Vigilância Sanitária e a Decon já haviam fiscalizado a fábrica, localizada na Rua Vitória Zeola, no Carandá Bosque. Na ocasião, foram apreendidos aproximadamente 60 quilos de chipas em produção e 30 quilos de queijo caipira sem origem identificada.

Conforme apurado na época, uma denúncia apontava que o estabelecimento receberia uma remessa de cerca de 90 quilos de queijo. Durante a fiscalização, os agentes encontraram 30 quilos do produto ainda bruto, enquanto o restante já havia sido utilizado na produção das chipas.
Os fiscais também identificaram irregularidades em maquinários e constataram que a empresa funcionava sem responsável técnico. O caso foi encaminhado para providências administrativas da Vigilância Sanitária.Fra



