ACOMPANHE-NOS     Campo Grande News no Facebook Campo Grande News no X Campo Grande News no Instagram Campo Grande News no TikTok Campo Grande News no Youtube
OUTUBRO, TERÇA  13    CAMPO GRANDE 24º

Interior

Grupo que invadiu agência bancária pelo telhado é condenado a mais de 47 anos

Polícia identificou bando por celulares e ferramentas deixadas no local; 2 cumprirão pena em regime fechado

Por Clara Farias | 13/10/2026 16:58
Grupo que invadiu agência bancária pelo telhado é condenado a mais de 47 anos
Da esquerda para direita: Robson dos Santos Jardim, Vailton Pereira Sousa, Patrick Gouvea, Romário de Moura Silva, Pedro Henrique da Rocha Lira e Vadelson Ferreira de Sousa (Foto: Reprodução)

Os seis homens presos por invadir uma agência bancária em Água Clara, a cerca de 195 quilômetros de Campo Grande, em janeiro de 2025, foram condenados a penas que, somadas, ultrapassam 47 anos de prisão. Dois deles, apontados como responsáveis por entrar no estabelecimento, receberam as maiores sentenças e deverão cumprir mais de 12 anos em regime fechado.

RESUMO

Nossa ferramenta de IA resume a notícia para você!

Seis homens que invadiram uma agência bancária em Água Clara, a 195 quilômetros de Campo Grande, em janeiro de 2025, foram condenados a penas que somam mais de 47 anos. Patrick Gouvea pegou 16 anos e 2 meses, e Robson dos Santos Jardim, 12 anos e 6 meses, ambos em regime fechado. Vailton Sousa recebeu 3 anos e 5 meses, e Romário Silva, Pedro Henrique Lira e Vadelson Sousa, 5 anos cada. O grupo levou apenas um notebook.

Conforme a denúncia do MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), Robson dos Santos Jardim, de 33 anos, Vailton Pereira Sousa, de 22, Patrick Gouvea, de 29, Romário de Moura Silva, de 31, Pedro Henrique da Rocha Lira, de 28, e Vadelson Ferreira de Sousa, de 29, participaram da invasão e do furto na agência, localizada na Avenida Benevenutto Ottoni. Segundo o MPMS, durante as investigações, foi constatado que Robson e Patrick também mantinham drogas para comercialização em uma residência no Jardim das Palmeiras.

No dia do crime, a Polícia Militar foi acionada após uma denúncia de que o alarme de segurança da agência estava disparado. Ao chegarem ao local, os militares acionaram a Polícia Civil, que contou com o apoio da Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Banco, Assaltos e Sequestros). Os investigadores encontraram uma escada de alumínio na lateral da igreja que faz divisa com o banco. O objeto teria sido usado pelo grupo para acessar o telhado.

Os policiais também localizaram ferramentas utilizadas na invasão e dois celulares deixados pelos suspeitos. No telhado, havia ainda um colete à prova de balas com seis munições pertencentes à própria agência. Do estabelecimento, o grupo levou um notebook, que não foi recuperado. A partir dos celulares abandonados, os investigadores conseguiram identificar os envolvidos.

Ainda de acordo com o Ministério Público, Patrick, Romário, Pedro e Vailton passaram pela casa de Vadelson, onde ele estava com Robson, por volta das 23h do dia 7 de janeiro de 2025. Em seguida, os seis seguiram para a agência bancária. Robson e Patrick subiram no telhado, enquanto Vadelson permaneceu na parte de baixo, responsável por entregar as ferramentas e observar a movimentação na rua.

Romário e Pedro Henrique ficaram encarregados de fazer rondas de motocicleta pela região, enquanto Vailton permaneceu na rua, monitorando o entorno da agência.

Grupo que invadiu agência bancária pelo telhado é condenado a mais de 47 anos
Ferramentas usadas pela quadrilha para entrar na agência bancária (Foto: Divulgação | PCMS)
Grupo que invadiu agência bancária pelo telhado é condenado a mais de 47 anos
Colete com munições deixado em telhado de residência após furto (Foto: Reprodução)

Quando o alarme disparou, Vadelson e Robson alertaram os comparsas para que fugissem. Pouco tempo depois, ao perceberem que o alarme havia parado e que a polícia não tinha aparecido, os homens decidiram tentar novamente. Na segunda investida, Patrick entrou na agência com Vailton, mas os dois não conseguiram localizar o cofre. O alarme de fumaça disparou, obrigando a dupla a fugir. Eles levaram apenas um notebook, que ficou sob a guarda de Pedro Henrique.

Durante as buscas, os policiais também encontraram cocaína com Robson e Patrick. A droga estava guardada em uma bolsa e, conforme o registro da ocorrência, a quantidade foi considerada incompatível com o consumo pessoal.

Em depoimento à polícia, Patrick afirmou que foi convidado por um detento do Presídio de Segurança Máxima de Campo Grande, conhecido por ele apenas como Alisson, para participar do crime. Ele relatou que cumpria pena por roubo no estado de São Paulo e que, durante a saída temporária de Natal de 2023, não retornou à unidade prisional.

Patrick permaneceu foragido por cerca de um ano e se mudou para Três Lagoas, onde a mãe dele mora. Segundo o depoimento, ele pegou um táxi até a casa de Robson. Os dois conversaram e, no mesmo dia, encontraram os demais integrantes do grupo em um bar. Dois deles ficaram responsáveis por comprar as ferramentas. Ainda naquele dia, os envolvidos foram até a agência para preparar o acesso pelo telhado. O planejamento foi concluído no dia seguinte.

Conforme a sentença, Robson dos Santos Jardim foi condenado a 12 anos e 6 meses de prisão; Patrick Gouvea, a 16 anos e 2 meses; Vailton Pereira Sousa, a 3 anos e 5 meses; e Romário de Moura Silva, Pedro Henrique da Rocha Lira e Vadelson Ferreira de Sousa, a 5 anos cada um. Robson e Patrick deverão cumprir as penas em regime fechado.

Receba as principais notícias do Estado pelo Whats. Clique aqui para acessar o canal do Campo Grande News e siga nossas redes sociais.