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Interior

Mãe nega abandono e culpa nora por tratar menina com deficiência como cachorro

De acordo com o delegado de Coxim, todos os envolvidos no caso serão ouvidos de novo nesta segunda-feira (25)

Por Ana Oshiro | 25/01/2021 09:49
Caso está sendo investigaod pela Delegacia de Atendimento à Mulher de Coxim (Foto: Divulgação)
Caso está sendo investigaod pela Delegacia de Atendimento à Mulher de Coxim (Foto: Divulgação)

No dia seguinte ao resgate de uma adolescente de 16 anos, mantida em condições degradantes em Coxim, a mãe da menina voltou de viagem, procurou o  Conselho Tutelar e alegou não ter abandonado sua filha. A mulher disse que deixou a menina sob responsabilidade de uma nora maior de idade, e mostrou mensagens de aplicativo comprovando que estava em contato com essa mulher.

A garota tem deficiência mental e era tratada como animal, colocada para fora de casa, juntos com cachorros e galinhas, dormindo em colchão na varanda e apenas com água. No sábado, a PM foi chamada por uma vizinha, que denunciou os maus-tratos.

Na versão da mãe da jovem, ela saiu de casa na última quinta-feira (21) para fazer uma entrega com seu marido, que é caminhoneiro na fazenda onde eles estavam. A nora da mulher foi identificada e também será ouvido pela polícia.

Adolescente tinha apenas um colchão no chão da varanda (Foto: Divulgação/5º BPM)
Adolescente tinha apenas um colchão no chão da varanda (Foto: Divulgação/5º BPM)

Mãe e padrasto da adolescente ainda serão ouvidos oficialmente pela Polícia Civil nesta segunda-feira (25) para esclarecer o motivo do estado em que ela foi resgatada pela PM (Polícia Militar) no último sábado (23).

De acordo com o delegado Felipe Paiva, da 1ª DP (Delegacia de Polícia Civil), o primeiro atendimento foi feito por eles, mas o caso ficará responsável pela DAM (Delegacia de Atendimento à Mulher). Felipe explicou também que a adolescente vai conversar com o psicólogo na DAM.

Como os depoimentos ainda estão acontecendo, não é possível saber se o Conselho Tutelar vai fazer o pedido de acolhimento da menor, ou se vai devolver para a família, mas até que tudo seja esclarecido ela continuará acolhida pelo conselho. A decisão só será tomada após os depoimentos terminarem e ficar comprovado se a mãe abandonou mesmo a jovem, ou se a tal nora que foi negligente.

No dia em que foi descoberta, a jovem contou que a mãe havia ido para uma fazenda e a deixado ali, deficiente mental, a menina não soube explicar quanto tempo estava abandonada e nem onde ficava a fazenda para onde a mãe e o padrasto teriam ido.

Policiais conversaram com vizinhos, que também não souberam dizer o local da fazenda, mas confirmaram que a jovem não teria nenhum outro parente próximo na cidade, por isso ela foi acolhida pelo Conselho Tutelar.

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