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Campo Grande, Segunda-feira, 11 de Dezembro de 2017

30/06/2016 11:10

Morte de Rafaat pode levar a intervenção de militares no Paraguai

Senador Fernando Silva Faceti defende militarização da região de fronteira após morte de Jorge Rafaat, mas proposta desagrada outros congressistas, como ex-presidente Fernando Lugo

Helio de Freitas, de Dourados
Policiais nas ruas de Pedro Juan Caballero após ataque que matou Jorge Rafaaf (Foto: Última Hora)Policiais nas ruas de Pedro Juan Caballero após ataque que matou Jorge Rafaaf (Foto: Última Hora)

O Senado do Paraguai discute nesta quinta-feira (30) a proposta do senador liberal Fernando Silva Faceti, de intervenção militar no Departamento de Amambay para conter a guerra entre criminosos, intensificada com a execução do chefe do narcotráfico na região, Jorge Rafaat Toumani, no dia 15 deste mês.

A proposta para declarar estado de exceção em Amambay, cuja capital é Pedro Juan Caballero, onde Rafaat foi morto a tiros de metralhadora antiaérea calibre 50, recebeu parecer contrário da Comissão dos Assuntos Constitucionais do Senado da República do Paraguai.

Mesmo sem apoio da comissão, o projeto está na pauta da sessão desta quinta-feira, mas boa parte dos senadores do país vizinho já manifestou opinião contrária à militarização, uma vez que já existe uma lei de 2013, permitindo a defensa nacional e segurança pública na região.

De acordo com o jornal Última Hora, o projeto de Fernando Silva Faceti permite ao Executivo decidir sobre o uso das Forças Armadas para combater o crime organizado e prevê o estado de emergência por um período de 60 dias.

O senador e ex-presidente paraguaio Fernando Lugo, que preside a Comissão dos Assuntos Constitucionais, disse que a lei sancionada em agosto de 2013 já amplia as funções das Forças Armadas em Amambay e em outros dois estados paraguaios – Concepción , que também fica na fronteira com Mato Grosso do Sul, e San Pedro, onde atua o grupo terrorista EPP (Exército do Povo Paraguaio).

“A comissão não viu como prudente a declaração de estado de emergência em Amambay”, afirmou Lugo.

Pode piorar – Diversos setores do governo e das próprias forças armadas apontam que a intervenção militar iria piorar a situação em Amambay, principalmente para os moradores, já que poderia iniciar uma guerra entre o Estado e os traficantes.

Além disso, a situação poderia afetar ainda mais o comércio em Pedro Juan Caballero, que já sofre com a queda nas vendas em função do dólar alto no Brasil e também por causa dos atos de violência no lado paraguaio.

"Sem dúvida, podemos dizer que lamentamos que o poder do tráfico de drogas foi construído nessa área do país, onde, amparados pela impunidade, esses criminosos fazem fortuna e criam um estado de insegurança, colocando todo o país em perigo", diz parte do projeto em defesa da intervenção militar.



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