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Campo Grande, Terça-feira, 20 de Agosto de 2019

14/08/2019 21:00

Motorista de carreta receberia R$ 100 mil para entregar cocaína em SP

Paulo Henrique Pereira da Cruz, de 26 anos, motorista da carreta levaria a droga até o Porto de Santos, SP

Adriano Fernandes e Helio de Freitas
Tabletes de cocaína apreendidos no fundo falso da carreta. (Foto: Divulgação/PRF) Tabletes de cocaína apreendidos no fundo falso da carreta. (Foto: Divulgação/PRF)

Paulo Henrique Pereira da Cruz, de 26 anos, motorista da carreta onde foram encontrados 265 quilos de cocaína, esta tarde (14) em Ponta Porã, receberia R$ 100 mil pelo transporte da droga até o Porto de Santos em São Paulo. 

Os tabletes de cocaína estavam no fundo falso da carreta, sob uma carga de milho. Paulo é de Dourados, onde, segundo a polícia, ele carregaria uma segunda carga de grãos antes de seguir para o destino final da viagem. O trajeto até o Porto é uma das principais rotas do tráfico internacional de drogas, a partir da fronteira do Paraguai com Mato Grosso do Sul.

Com o apoio do helicóptero a PRF (Polícia Rodoviária Federal) localizou a carreta na zona rural da região de fronteira, a cerca de 444 quilômetros de Campo Grande. Do local, a carreta foi escoltada até Ponta Porã onde os agentes da PF (Polícia Federal) concluíram as buscas e apreenderam a droga.

A abordagem foi resultado do trabalho conjunto entre as duas policias de fronteira. A partir da prisão do jovem os policiais chegaram ao chefe do esquema, o seu primo que já estava com um mandado de prisão em aberto e um outro homem criminoso, apontado como “gerente” das operações do bando.

Abordagem contou com o apoio de helicóptero da PRF. (Foto: Divulgação/PRF) Abordagem contou com o apoio de helicóptero da PRF. (Foto: Divulgação/PRF)

No total, foram cumpridos 8 mandados: dois de prisão temporária, outros cinco de busca e apreensão e mais um de prisão preventiva. Todos expedidos pela Justiça de Birigui (SP), onde o grupo criminoso também atuava. As identidades dos outros presos não foram divulgadas.

As investigações apontaram que o grupo transportava a droga em caminhões carregados com produtos lícitos como forma de confundir a polícia. Eles já estavam sob a mira dos agentes, mas faltava uma apreensão em flagrante para o cumprimento dos mandados, o que ocorreu nesta quarta-feira.

Em pelo menos duas remessas de drogas realizadas neste ano, o grupo traficou quase 515 quilos de cocaína. A operação foi batizada de “Veteranos”, porque este é o nome do time de futebol amador mantido pelo líder da organização. Os jogadores também faziam parte da organização.

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