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Interior

Mulher compra lote em cemitério, mas descobre que caiu em golpe

Em fevereiro de 2023, servidor público da cidade foi alvo da polícia e indiciado por vender áreas no local

Por Ana Paula Chuva | 28/02/2024 16:36
Entrada do cemitério de Bataguassu onde lote foi vendido (Foto: Perfil News)
Entrada do cemitério de Bataguassu onde lote foi vendido (Foto: Perfil News)

Mulher que não teve o nome divulgado procurou a Delegacia de Polícia Civil de Bataguassu, distante 313 quilômetros de Campo Grande, após cair em um golpe ao comprar um lote no cemitério da cidade. Em fevereiro do ano passado, um servidor público foi alvo de mandado de busca por suspeita de praticar o crime.

Conforme o registro policial, a vítima comprou uma sepultura perpétua no cemitério municipal que corresponde a um terreno de 1,2 metro de comprimento por 2,8 metros de largura e pagou R$ 518,88 a vista.

No entanto, ela foi até o SAC (Sistema de Atendimento ao Contribuinte) e descobriu que não havia nenhum depósito do valor pago pela compra do terreno no cemitério. Ela então decidiu procurar a polícia porque percebeu ter caído em um golpe.

Ainda segundo o boletim de ocorrência, a vítima não soube dizer o nome da pessoa que vendeu o lote. O caso foi registrado como peculato e está sendo investigado. De acordo com apurado pela reportagem, o golpe faz parte do esquema envolvendo o servidor alvo de operação da Polícia Civil em 2023.

Delegado Caio Goto e investigador na sala da administração do cemitério em 2023 (Foto: Divulgação | PCMS)
Delegado Caio Goto e investigador na sala da administração do cemitério em 2023 (Foto: Divulgação | PCMS)

Indiciado  – Em 15 de fevereiro do ano passado, equipe da 1ª Delegacia de Bataguassu deflagrou a operação “Descanse em Paz” que investigava a venda de lotes no cemitério da cidade. Na ocasião, um servidor municipal, que não teve o nome divulgado, foi alvo de mandado de busca e apreensão.

Na ocasião foram apreendidas várias provas como computador, aparelho celular, documentos e pen drive. Tudo passou por perícia e a polícia conseguiu identificar detalhes do esquema. O crime ultrapassou a marca de R$ 40 mil prejuízo aos cofres municipais.

O servidor era encarregado da administração do Cemitério Municipal e estava envolvido em várias operações fraudulentas. Ele pedia pagamentos via PIX para as vítimas que eram feitos em diversas contas registradas em seu nome. Em julho daquele ano ele foi indiciado por 84 crimes.

Equipe da 1ª Delegacia de Bataguassu durante investigações no cemitério (Foto: Divulgação | PCMS)
Equipe da 1ª Delegacia de Bataguassu durante investigações no cemitério (Foto: Divulgação | PCMS)

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