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Interior

Mutirão de limpeza nas aldeias reforça combate à chikungunya em Dourados

Além da ação, equipes coordenadas pelo Dsei também fizeram atendimento de casos suspeitos da doença na reserva

Por Judson Marinho | 23/04/2026 18:32
Mutirão de limpeza nas aldeias reforça combate à chikungunya em Dourados
Equipes da defesa civil nacional em ação de limpeza na reserva indigena de Dourados (Foto: Divulgação / MIDR)

A Prefeitura de Dourados, com apoio da Defesa Civil e do Governo Federal, intensificou nesta quinta-feira (23) as ações de combate à chikungunya nas aldeias da Reserva Indígena. O mutirão de limpeza e atendimento de saúde busca conter o avanço da doença, que já soma milhares de notificações no município.

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A Prefeitura de Dourados intensificou ações contra a chikungunya na Reserva Indígena, onde se concentram sete das oito mortes registradas no município. O mutirão reúne Defesa Civil e Governo Federal em limpezas, vistorias e atendimento médico nas aldeias Bororó e Jaguapiru. Com mais de seis mil notificações e dois mil casos confirmados na cidade, o Ministério da Integração destinou 2,3 milhões de reais para assistência e monitoramento de novos focos do mosquito Aedes aegypti.

Na Reserva Indígena, equipes coordenadas pelo Dsei (Distrito Sanitário Indígena) registraram alta demanda de atendimentos. Na Aldeia Bororó, a Equipe 1 realizou 51 atendimentos, sendo 20 em pacientes com sintomas da doença, além de 15 coletas para exame de PCR, sem necessidade de internações.

Já a Equipe 2 atendeu 26 pessoas, incluindo 9 casos suspeitos e 16 gestantes, com 7 remoções para o Hospital Indígena Porta da Esperança (Missão Caiuá), 1 para o HU/UFGD (Hospital Universitário) e outras 8 para o plantão do polo do Dsei.

Na Aldeia Jaguapiru, a Equipe 1 realizou 24 atendimentos, identificando dois casos de chikungunya aguda e dois em fase crônica. A Equipe 2 fez 30 atendimentos, com três pacientes sintomáticos e nove gestantes, sem necessidade de remoções hospitalares.

Além das ações nas aldeias, técnicos da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil acompanharam os trabalhos de limpeza e vistoria na cidade. Fora da reserva, 79 agentes de combate às endemias inspecionaram 1.560 imóveis, identificando 11 focos do mosquito Aedes aegypti e emitindo 42 notificações.

O município também reforçou o uso de EDL (Estações Disseminadoras de Larvicida), conhecidas como armadilhas. Das 568 unidades recebidas, 354 já foram instaladas em bairros como Assentamento Santa Fé, Jóquei Clube, Vila Mariana, Parque das Nações I e II, entre outros.

O mutirão contou com apoio do MIDR (Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional), que já destinou R$ 2,3 milhões ao município, sendo R$ 1,3 milhão para socorro e assistência humanitária e R$ 974 mil para ações de restabelecimento.

As equipes do MIDR acompanham a distribuição de água nas comunidades e prestam suporte direto às ações locais desde o início do aumento de casos.

Situação Epidemiológica - Dados da Secretaria Municipal de Saúde mostram a dimensão do problema. A doença já causou oito mortes no município, sendo sete entre indígenas.

Dourados registra 4.982 casos prováveis, 2.163 confirmados e 6.343 notificações. Nas aldeias, são 2.321 casos prováveis e 1.461 confirmações, evidenciando o impacto significativo da doença nas comunidades indígenas.

Transmitida principalmente pelos mosquitos Aedes aegypti e Aedes albopictus, a chikungunya provoca febre súbita e dores intensas nas articulações. Embora a maioria dos casos evolua sem complicações, a doença pode levar a quadros graves, especialmente em pessoas com maior vulnerabilidade.