Ossada e moto achadas em grota reacendem mistério de casal sumido há 12 anos
Polícia Civil diz ser cedo para ligar casos; perícia ainda vai confirmar se restos são humanos
Duas ossadas e destroços de motocicleta encontrados nesta terça-feira (21) em uma grota na região de Aquidauana, reacenderam um dos desaparecimentos mais enigmáticos de Mato Grosso do Sul. O local fica próximo de onde Amanda Galhardo, de 16 anos, e Aguinaldo de Oliveira Silva Júnior, de 20, foram vistos pela última vez, em janeiro de 2014.
RESUMO
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Duas ossadas e destroços de motocicleta encontrados em uma grota na região de Aquidauana reacenderam o mistério do desaparecimento de Amanda Galhardo, de 16 anos, e Aguinaldo Júnior, de 20, ocorrido em janeiro de 2014. A Polícia Civil informou que ainda não há confirmação de que as ossadas sejam humanas e que todo o material passará por exames periciais para verificar possível ligação com o caso, que segue sem solução há 12 anos.
Apesar da repercussão, a Polícia Civil afirma que ainda é cedo para relacionar os fatos. Segundo os investigadores, não há confirmação sequer de que a ossada seja humana. Todo o material recolhido passará por exames periciais, que devem apontar a origem dos restos mortais e se existe alguma ligação com casos antigos da região.
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Conforme apurado pela reportagem, ambas as ossadas humanas estavam em volta de muita lama.
A perícia também vai analisar os destroços da motocicleta encontrados no mesmo ponto. A identificação do veículo poderá indicar se o material pertence ao casal desaparecido ou se tem relação com outra ocorrência.
Caso segue sem resposta há 12 anos - Amanda e Júnior desapareceram no dia 24 de janeiro de 2014. Naquela tarde, os dois saíram de Anastácio em uma Honda Fan 125 preta para visitar parentes próximos a Taboco.
Durante o trajeto, Júnior telefonou para a mãe e contou que o pneu da moto havia furado. Ele disse que retornaria para a cidade empurrando o veículo ao lado da companheira. Depois disso, nenhum dos dois foi visto novamente.
Buscas mobilizaram familiares, Polícia Civil e até o Exército Brasileiro, já que Júnior era soldado da corporação e estudava para se tornar cabo. Mesmo com diligências em matas, estradas vicinais e propriedades rurais, nenhum vestígio foi encontrado. Nem roupas, pertences pessoais ou a motocicleta.
Linhas de investigação esgotadas - Em entrevistas anteriores ao Campo Grande News, o delegado Mário Donizete Ferraz de Queiroz, responsável pelo caso à época, classificou o desaparecimento como “total mistério” e afirmou que todas as linhas investigativas haviam sido esgotadas.
A polícia chegou a quebrar sigilos bancários e telefônicos do casal, mas não obteve pistas relevantes.
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