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Campo Grande, Segunda-feira, 26 de Junho de 2017

23/07/2014 12:20

Para sensibilizar governador, indígenas relatam acidentes em rodovia

Caroline Maldonado e Viviane Oliveira
Vítimas de acidentes participam da reunião.Vítimas de acidentes participam da reunião.
Indígenas aguardam reunião (Fotos: Viviane Oliveira)Indígenas aguardam reunião (Fotos: Viviane Oliveira)

Sobrevivente de acidente na Perimetral Norte, o morador da aldeia Bororó, Ramão da Silva, 64 anos, tem até hoje sequelas do dia 17 de novembro de 2013, quando a corrente de sua bicicleta travou no meio da via e ele foi atingido por uma carreta. “Tive várias fraturas e cheguei a ficar 18 dias internado no Hospital da Vida”, conta Ramão ao mostrar uma das mãos que tem dificuldade motora.

Para sensibilizar as autoridades, Ramão e outros indígenas que já sofreram acidentes na Perimetral, em Dourados, distante 233 quilômetros de Campo Grande, participam de reunião com o governador André Puccinelli (PMDB), nesta manhã. Representantes da Funai (Fundação Nacional do Índio) acompanham o encontro. 

Depois de acidente no domingo (20), que matou Lenilza Nunes Fernandes, 46 anos, os índios das aldeias Bororó e Jaguapiru bloqueiam há quatro dias parte da rodovia, no trecho entre a avenida Guaicurus e a rodovia MS-156, reivindicando sinalização.

Cinco indígenas já morreram vítimas de atropelamento no trecho somente neste ano, de acordo com o cacique da Jaguapiru, Laucidio Flores. As comunidades reivindicam ainda redutores de velocidade e a colocação de placas que informem que nas margens da rodovia estão situadas aldeias indígenas. “Ali naquele trecho não tem nenhum tipo de sinalização, só que é probida a ultrapassagem e nossas comunidades esperam uma solução do Governo hoje para esse problema”, disse o cacique.

Viúvo de Lenilza, que morreu na segunda-feira (21), após ficar um dia internada na UTI (Unidade de Tratamento Intensivo), Valdemir Almeida, 31 anos, conta que os moradores têm muito medo de atravessar a via, mas é preciso pois do outro lado da rodovia tem um mercado. “Ali é o único caminho, o tráfego de veículos é intenso, mas nós não temos outra alternativa. Os carros chegam a passar por ali a 150 quilômetros por hora”, afirma.

Interdição - A rodovia permanece interditada com pedaços de galhos e madeiras. Homens da Força Nacional estão no local orientando os motoristas. O secretário municipal de Governo, José Jorge Filho, esteve na segunda-feira (21) no local, em nome do prefeito Murilo Zauith (PSB), para negociar a liberação da via, mas não teve sucesso.

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