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Campo Grande, Domingo, 21 de Julho de 2019

03/05/2019 17:21

PF busca acusado de integrar máfia de cigarreiros que fugiu pulando cerca

Emerson Guerra Carvalho foi alvo de mandado de prisão em 9 de abril e escapou pulando muro e por dentro de construção

Humberto Marques

Policiais federais de Naviraí –a 366 km de Campo Grande– anunciam buscas ao advogado Emerson Guerra Carvalho, acusado de envolvimento com uma quadrilha especializada em contrabando de cigarros investigada durante a Operação War. Morador de Mundo Novo, ele era alvo dos federais desde a primeira fase da ação, em 2018.

Via assessoria, a PF informou que, em 9 de abril deste ano, uma equipe se deslocou à casa do suspeito para cumprir mandado de prisão preventiva. Ao perceber a movimentação, porém, e contando com o auxílio da mulher, ele quebrou a cerca elétrica da casa, pulou o muro e fugiu por uma construção.

O mandado de prisão foi expedido pela Justiça Federal de Naviraí a partir de representação da PF e com aval do MPF (Ministério Público Federal). Na primeira fase da War, realizada em 5 de outubro de 2018, foram levantadas provas que indicam o envolvimento do advogado com a quadrilha. Uma delas foi um telefone celular apreendido, onde havia indícios que comprovavam a tese.

A suspeita é de que o investigado tinha “efetiva participação na organização criminosa não se limitando a sua atuação na prestação de serviços jurídicos”, mas sim “como intermediário entre os fornecedores e compradores de cigarros e como ‘braço direito’ da organização”, destacou a PF, que ainda o coloca como elo para cobrança de dívidas de terceiros com a organização, pois ele determinava aos cobradores que buscassem os devedores e usassem, se necessário, “métodos de coação moral e até mesmo física para receber as dívidas do crime organizado”.

A Polícia Federal segue em diligências para localizar o suspeito. Caso alguém tenha informações sobre o paradeiro, pede-se que contate as autoridades, de forma anônima, pelo telefone (67) 3409-4200.

Na primeira fase da War, um advogado, que não teve o nome divulgado à época, foi preso pela PF por porte ilegal de munições. Ele era suspeito de falsificar declarações de origem de valores para pagamento de fianças, a fim de preservar os interesses da quadrilha. Conforme as autoridades, muitas vezes os presos sequer sabia quem os representava.

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