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Interior

PF quer periciar celular de “sucessor” de Minotauro, que escapou de 226 tiros

Segundo delegado, agora, há tecnologia capaz de efetuar análise dos equipamentos

Por Aline dos Santos | 26/05/2022 09:51
Ederson Salinas, o “Ryguazu”, foi preso por briga de trânsito em janeiro de 2020. (Foto: Jornal Hoy)
Ederson Salinas, o “Ryguazu”, foi preso por briga de trânsito em janeiro de 2020. (Foto: Jornal Hoy)

A PF (Polícia Federal) pediu à Justiça de Ponta Porã para periciar celulares apreendidos com Ederson Salinas Benitez, apontado como sucessor do traficante “Minotauro” na região de fronteira com o Paraguai e que escapou de atentado cinematográfico em Pedro Juan Caballero, quando foram disparados 226 tiros de fuzil e pistola.

Salinas chegou a ser preso em 19 de janeiro de 2020 após briga de trânsito na Avenida Brasil, em Ponta Porã, mas responde em liberdade ao processo por crime do sistema nacional de armas.

Em documento datado de 20 de maio, delegado da Polícia Federal informa que os celulares chegaram a ser enviados para perícia em Brasília, contudo, não foi possível a análise. “Ocorre que há notícia atual de que existe tecnologia disponível capaz de efetuar a análise dos referidos celulares.”

A Polícia Federal tem inquérito sobre a participação de Salinas em organização criminosa dedicada ao tráfico transnacional de drogas e o MPF (Ministério Público Federal) requisitou diligências complementares.

 Já o processo por posse ilegal de arma de fogo está na fase de alegações finais na 2ª Vara Criminal de Ponta Porã.

Ao ser preso em 2020, Ederson Salinas Benitez, também conhecido como Salinas Riguaçu, foi apontado como sucessor do narcotraficante Sérgio de Arruda Quintiliano Netto, o Minotauro, liderança da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital). Minotauro foi preso em Santa Catarina.

Neste ano, em 24 de abril, Salinas foi alvo de atentado e se escondeu num bunker (quarto fortificado) para escapar do ataque cinematográfico.

Como não conseguiram localizar o esconderijo, os matadores fuzilaram móveis, paredes, portas, janelas e vidraças da casa no Bairro Virgem de Caacupé. A chegada da polícia paraguaia obrigou os atiradores a abandonarem o imóvel antes de encontrar o alvo.

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