Polícia confirma que homem achado em cova rasa foi morto por furtar caixa de som
Autor do crime, colega dele presente na cena e dona do bar onde aconteceu o furto estão soltos
RESUMO
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Um homem de 37 anos foi sequestrado e assassinado por furtar uma caixa de som em um bar no distrito de Bocajá, município de Laguna Carapã, Mato Grosso do Sul. A Polícia Civil confirmou que três pessoas são investigadas pelo crime: a dona do estabelecimento, seu namorado e um amigo dele. Thiago da Silva Machado, que tinha deficiência intelectual e era dependente de álcool, foi morto com três tiros após ser atraído pelos suspeitos. O corpo foi encontrado em uma cova rasa em Aral Moreira. O namorado da proprietária do bar confessou o crime e entregou a arma utilizada, uma pistola 9mm.
Seis dias após o corpo de Thiago da Silva Machado, de 37 anos, ser encontrado em uma cova rasa numa fazenda no município de Aral Moreira, a Polícia Civil confirmou nesta terça-feira (27) que ele foi sequestrado e assassinado por furtar a caixa de som de um bar no distrito de Bocajá, município de Laguna Carapã.
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A motivação do crime já havia sido divulgada pelo Campo Grande News na quinta-feira (22), bem como a informação de que a dona do estabelecimento estava entre os suspeitos.
Em entrevista coletiva na tarde de hoje em Dourados, a delegada de Laguna Carapã, Gabriela Vanoni, e o chefe do SIG (Setor de Investigações Gerais), Lucas Albé Veppo, revelaram novos detalhes do caso. Além da dona do bar, o namorado dela e um amigo dele são investigados.
O namorado é acusado de ter planejado o crime, de ter atraído Thiago até o local onde o homem foi assassinado com dois tiros na cabeça e um no peito e de ter ocultado o corpo num barranco ao lado de um açude. O cadáver estava coberto de areia e foi preciso pedir apoio ao Corpo de Bombeiros de Ponta Porã para o resgate (veja o vídeo acima).
Já o amigo dele é acusado de participação no crime. Ele nega envolvimento direto, confessa ter presenciado o momento em que Thiago foi colocado numa caminhonete para ser levado ao local do assassinato, mas alega ter sido coagido pelo amigo.
Os nomes dos suspeitos não foram informados. Também não foram revelados detalhes dos depoimentos do trio. Como o período de flagrante já tinha passado e ainda não houve pedido de prisão preventiva, os três estão soltos.
Inofensivo – De acordo com a polícia, Thiago da Silva Machado tinha deficiência intelectual e era dependente de bebida alcoólica. Era conhecido de todos os moradores do distrito de Bocajá, perambulava pelas ruas quase sempre embriagado, mas era considerado inofensivo. “Ele morava sozinho, na casa dele não tinha móveis, não tinha energia elétrica, só uma cama”, disse o delegado.
Os investigadores chegaram aos suspeitos após ouvirem depoimentos de testemunhas que viram Thiago na companhia dos autores no domingo, dia 11 de janeiro. Daquele momento em diante, ele não foi mais visto no povoado.
A polícia também descobriu que a caminhonete usada pelo namorado da dona do bar seguiu de Bocajá para Amambai, de onde pegou uma estrada vicinal levando Thiago. Segundo os delegados, os autores ofereceram bebida alcoólica para convencer a vítima a acompanhá-los.
Um dos autores se apresentou à Polícia Civil em Ponta Porã, confessou participação e entregou a arma e a caminhonete usadas no crime. O veículo foi lavado após o assassinato, o que configura fraude processual, segundo a delegada.
Sem nenhum antecedente criminal, o namorado da dona do bar vai responder por homicídio por motivo fútil, praticado por traição e emboscada, por fraude processual e por utilização de arma de fogo de uso restrito, uma pistola 9mm. A participação do outro homem e da dona do bar ainda está em investigação.
A polícia não tem dúvidas de que o motivo para o assassinato foi o furto da caixa de som. Os investigadores questionaram a comerciante se ela havia sofrido algum ato de violência ou assédio por parte de Thiago, mas a resposta foi negativa.
“A investigação continua para ouvir mais testemunhas, esclarecer a motivação do crime e para periciar a arma e o veículo”, disse a delegada Gabriela Vanoni.
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