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Interior

Polícia indicia um por assassinato do jornalista Paulo Rocaro

Por Aline dos Santos e Marta Ferreira | 14/03/2012 17:41

A investigação conta com o apoio da DEH (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Homicídios) de Campo Grande

Um suspeito foi indiciado pela execução do jornalista Paulo Rocaro, morto há um mês em Ponta Porã. A causa do crime seria motivação política. A informação, apurada pelo Campo Grande News, foi negada pelo delegado Odorico de Ribeiro de Mendonça Mesquita, responsável pelo caso.”Ainda não teve desfecho”, afirma.

A investigação conta com o apoio da DEH (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Homicídios) de Campo Grande, cujo titular, delegado Edilson dos Santos Silva, está desde a semana passada em Ponta Porã.

O delegado Odorico Mesquita pediu à Justiça mais prazo para concluir o inquérito, que já atingiu o prazo limite de 30 dias. Ele explica que aguarda laudos das imagens registradas por câmeras de segurança próximas ao local do crime, da quebra do sigilo telefônico do jornalista, da análise de documentos que estavam no pen drive e computadores usados por Rocaro.

Além do exame de microscopia balística da pistola 9 milímetros apreendida com o paraguaio Jacinto Ramon Cristaldo Ramirez. Ele, que foi preso no mês passado em Coronel Sapucaia, é apontado como pistoleiro do traficante paraguaio Felipe Baron Escurra, conhecido como “Barão da Maconha”. A prisão foi por mandado de prisão em aberto devido a porte ilegal de arma de uso restrito, ocorrido em 2009.

A investigação já descartou que o assassinato de Rocaro tenha sido passional ou por dívidas, reforçando a tese de que a morte está relacionada ao trabalho da vítima como jornalista.

Paulo Rocaro foi baleado na noite de 12 de fevereiro por uma dupla de motocicleta. Ele conduzia um Fiat Idea e sofreu a emboscada na avenida Brasil. O jornalista retornava da casa do ex-prefeito de Ponta Porã, Vagner Piantoni (PT), de quem era amigo. Ele chegou a ser socorrido, mas morreu na madrugada do dia seguinte.

Ex-policial, o jornalista era editor-chefe do Jornal da Praça e diretor do site Mercosul News. Em 2002, publicou o livro “A Tempestade – Quando o crime assume a lei para manter a ordem”. A obra fala de pistolagem e da conivência policial num território dominado pelo tráfico.

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