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Interior

Polícia investiga 3 pessoas com participação direta na execução de promotor

“Olheiro” que monitorava alvo em praia colombiana foi gravado por câmera e está sendo caçado pela polícia

Helio de Freitas, de Dourados | 11/05/2022 10:25
Simulação da imagem de suposto “olheiro” de pistoleiros, captado por câmera de hotel. (Foto: Reprodução)
Simulação da imagem de suposto “olheiro” de pistoleiros, captado por câmera de hotel. (Foto: Reprodução)

O pistoleiro que executou o promotor de justiça do Paraguai Marcelo Pecci, 45, recebeu apoio de pelo menos uma pessoa que monitorava a vítima. Além deles, a polícia procura o piloto do jet-ski que levou o atirador até o local onde o promotor passava a lua de mel com a esposa, a jornalista Claudia Aguilera. Ela está grávida.

Chefe da força-tarefa contra o crime organizado, narcotráfico, lavagem de dinheiro e financiamento de terrorismo no Paraguai, Marcelo Pecci foi morto na manhã de ontem (10), na praia do hotel Decamerón, na província de Barú, em Cartagena das Índias, na costa caribenha da Colômbia.

A execução do promotor causou indignação entre autoridades latino-americanas. A principal suspeita é que a morte tenha sido encomendada por criminosos paraguaios. Apesar da atuação contra o crime organizado de seu país, Pecci viajou sozinho com a esposa. Nem mesmo a polícia colombiana foi avisada de sua presença naquele país.

A polícia da Colômbia mantém as investigações em sigilo, mas jornalistas colombianos apuraram que o “olheiro” captado por câmeras do hotel monitorava os passos do promotor e teria passado informações ao pistoleiro.

O retrato do suspeito, reproduzido em computador com base na imagem das câmeras, começou a ser divulgado ainda ontem nos departamentos de Bolívar (onde fica Cartagena) e Antioquia, na Colômbia.

O “olheiro” é o único que teve a imagem gravada pelo sistema de monitoramento do hotel. A polícia colombiana ofereceu recompensa de 2 milhões de pesos a quem repassar informações sobre o suspeito. O valor corresponde a 2.500 reais.

Conforme a imprensa colombiana, o homem foi visto na noite anterior ao crime no bar do hotel. Segundo funcionários do Decamerón, ele tinha sotaque venezuelano. O corpo de Marcello Pecci ainda está na Colômbia e não há previsão de quando será transladado para o Paraguai.

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