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12/02/2016 08:26

Polícia vai investigar causas da morte de detenta que passou mal em cela

Liana Feitosa
De acordo com delegado Antonio Souza, mulher apresentava sinais de que não estava bem desde setembro de 2015. (Foto: Arquivo / O Pantaneiro)De acordo com delegado Antonio Souza, mulher apresentava sinais de que não estava bem desde setembro de 2015. (Foto: Arquivo / O Pantaneiro)

A Polícia Civil de Anastácio, a 130 quilômetros de Campo Grande, vai instaurar inquérito para apurar a morte da detenta Eli Rosa Milton Paes, 40 anos, que aguardava sentença judicial e passou mal na cela da delegacia da cidade. Ela era suspeita de matar o pecuarista Péricles Costa Marques, em 2014.

De acordo com o delegado titular Antonio Souza Ribas Júnior, Eli apresentava sinais de que não estava bem desde setembro de 2015. “Ela vinha recebendo atendimento desde o ano passado, tanto dentro da delegacia, pelo atendimento prisional, realizado pela prefeitura do município, como nos hospitais das cidades vizinhas”, disse.

Ela era assistida, assim como as outras detentas, pelo atendimento prisional da Secretaria Municipal de Anastácio. "Todas as vezes que ela passou mal foi encaminhada para atendimento nas unidades de saúde dos municípios vizinhos, era atendida e liberada”, completou o delegado.

Histórico - No dia 15 de janeiro ela deu entrada no pronto socorro de Aquidauana com suspeita de AVC (Acidente Vascular Cerebral). Após atendimento, foi liberada para voltar para a cela. Depois desse episódio, a mulher foi encaminhada mais duas vezes para atendimento em Anastácio, a última vez foi no dia 2 de fevereiro.

“No dia 3 solicitei ao juiz a remoção da Eli para alguma unidade onde ela pudesse ter atendimento ininterrupto, mas no dia 4 ela piorou e foi encaminhada para o Hospital Regional de Aquidauana, onde permaneceu internada”, ampliou o delegado.

Ninguém sabe explicar o que aconteceu com ela, mas, devido à morte, a irmã de Eli registrou um boletim de ocorrência informando que a detenta chegou a ser transferida para a Santa Casa da Capital, onde chegou em coma e inchaço cerebral difuso e morreu na noite de segunda-feira (8).

Diante das circunstâncias, um inquérito será instaurado para apurar a real causa da morte da presa.

Crime - Na época em que a polícia fez uma reconstituição do crime pelo qual a detenta respondia, a mulher e o marido dela contaram que deram quatro tiros na vítima e abriram a barriga do pecuarista antes de jogá-lo no Rio Vermelho para que o corpo fosse comido por piranhas.

A acusada disse, na época, que todos os envolvidos estavam embriagados e a participação dela no crime foi no roubo dos pertences do fazendeiro e na ocultação de cadáver.

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