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Campo Grande, Sexta-feira, 24 de Novembro de 2017

10/08/2015 10:28

Prefeito diz que, sem dinheiro, municípios chegaram “ao fundo do poço”

Léo Matos diz que União cria despesas para os municípios e cita como exemplo os pisos nacionais; “nós é que pagamos”

Helio de Freitas
Léo Matos (à esquerda) com o prefeito de Fátima do Sul, Junior Vasconcelos, em mobilização na Assomasul (Foto: Divulgação)Léo Matos (à esquerda) com o prefeito de Fátima do Sul, Junior Vasconcelos, em mobilização na Assomasul (Foto: Divulgação)

O prefeito de Naviraí, Léo Matos (sem partido), disse que os municípios chegaram “ao fundo do poço” por causa da crise financeira. Sem dinheiro, as prefeituras não conseguem mais pagar as contas e, segundo ele, a culpa é do governo federal, que incentiva a criação de mais despesas para os municípios, como por exemplo os pisos nacionais.

Na cidade de 50.692 habitantes, todas as repartições municipais fecharam as portas nesta segunda-feira. "Está impraticável administrar as cidades, pois além de reduzir como nunca na história recente os repasses, o governo federal vai aumentando a carga de responsabilidades cada vez mais para as prefeituras", firmou Léo Matos.

O prefeito cita os pisos nacionais e os centros de educação infantil como exemplo. “A união estimula a aprovação, porém, quem paga somos nós os prefeitos. Se constrói prédios deliberadamente nas cidades, como os centros de educação infantil. A sociedade precisa e conta com apoio da Justiça, que determina diariamente que se coloque mais crianças em creches, mas quem banca eternamente a manutenção são as prefeituras. Em contrapartida ficamos com a menor fatia do bolo dos impostos”.

Segundo Léo Matos, ao mesmo tempo em que incentiva a criação de mais despesas, a União devolve cada vez menos impostos aos municípios. “O governo federal leva a maioria absoluta dos impostos e devolve o mínimo. A população cobra das prefeituras. Precisamos inverter isso com a reforma do pacto federativo. Responsabilidade que tem que ser colocada para o Congresso Nacional, que sempre ficou inerte para as questões municipalistas. Ou muda ou os municípios quebrarão”.

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