ACOMPANHE-NOS     Campo Grande News no Facebook Campo Grande News no X Campo Grande News no Instagram Campo Grande News no TikTok Campo Grande News no Youtube
JANEIRO, SÁBADO  24    CAMPO GRANDE 31º

Capital

Defesa nega envolvimento de ex-militar em fraude bancária de R$ 4 milhões

João Pedro Ferreira Barbosa estava com mandado de prisão em aberto e foi alvo de ação policial

Por Ana Paula Chuva e Gabi Cenciarelli | 24/01/2026 12:39
Defesa nega envolvimento de ex-militar em fraude bancária de R$ 4 milhões
Celulares, arma, munições, cartões e maquininhas apreendidas na operação (Foto: Divulgação | PCMS)

A defesa do ex-militar do Exército, João Pedro Ferreira Barbosa, preso na Operação Chargeback, afirmou, por meio de nota à imprensa, que só teve acesso integral ao inquérito policial nesta quinta-feira (23) e que confia na comprovação da inocência do cliente, que não tem nenhum envolvimento na fraude bancária que resultou em prejuízo de mais de R$ 4 milhões às instituições financeiras.

RESUMO

Nossa ferramenta de IA resume a notícia para você!

A defesa do ex-militar João Pedro Ferreira Barbosa, preso na Operação Chargeback, afirma que ele não tem envolvimento em fraude bancária que causou prejuízo de R$ 4 milhões a instituições financeiras. A prisão ocorreu durante ação da Garras em diversos bairros de Campo Grande.Os advogados Henrique Spontoni e Lucas Dias alegam que as supostas ligações do investigado com outros alvos não correspondem à realidade. Segundo eles, João atua como gerente de vendas, é casado, não possui antecedentes criminais e sempre exerceu atividades lícitas.

João foi capturado durante a ação deflagrada pela Garras (Delegacia de Repressão a Roubo a Banco, Assaltos e Sequestros) que cumpriu 15 mandados de busca e apreensão, além de cinco de prisão em diversos bairros da Capital, entre eles Jardim Aeroporto, Nova Campo Grande, Aero Rancho e Jardim Paraíso.

Segundo os advogados, Henrique Cordeiro Spontoni e Lucas Ribeiro Gonçalves Dias, foi feita a análise da documentação reunida pela polícia e, com isso, a defesa sustenta que as supostas ligações atribuídas ao investigado com outros alvos da operação “não correspondem à realidade dos fatos” e que os esclarecimentos serão feitos ao longo da investigação e, se necessário, no processo judicial.

Ainda conforme a nota, o investigado atualmente atua como gerente de vendas, casado, não possui antecedentes criminais e sempre exerceu suas atividades profissionais de forma lícita. Os advogados afirmam que irão demonstrar que ele não integra organização criminosa nem teve participação consciente em qualquer esquema fraudulento.

A defesa também ressaltou que irá atuar para garantir o respeito aos direitos fundamentais do investigado, especialmente o princípio da presunção de inocência e o devido processo legal, e declarou confiança no trabalho do Judiciário para o esclarecimento dos fatos.

Operação - De acordo com a investigação, a quadrilha atuava desde 2023 com as fraudes envolvendo máquinas de cartões e cartões de crédito dos integrantes do bando ou até mesmo de terceiros. Os criminosos fingiam as vendas e pediam a antecipação do pagamento dos valores ao banco antes que o dono da conta notasse o golpe.

O delegado Pedro Pillar Cunha explicou que o grupo criava empresas de fachada para adquirir as máquinas de cartão ou realizar as vendas em sites. Os supostos produtos comercializados iam de alimentos a veículos.

"Eles eram vendedores, pegavam esses cartões de crédito de terceiros e realizavam essas compras para eles mesmos. Depois o dono desse cartão solicitou o estorno, alegando desconhecer a compra. A instituição financeira tentava contato com esse suposto vendedor, mas eles sumiam com o dinheiro", explicou o responsável pela investigação. Play Video

Os valores angariados pela associação criminosa em prejuízo da instituição financeira já ultrapassam a quantia de R$ 4.000.000,00. A associação criminosa aplicou os golpes em diversos bancos.

Para lavar o dinheiro, os integrantes adquiriam imóveis e veículos importados. As ordens judiciais foram cumpridas em diversos bairros da Capital, entre eles Jardim Aeroporto, Nova Campo Grande, Aero Rancho e Jardim Paraíso.

Na ação de terça-feira (20),  foram cumpridas 15 ordens judiciais de busca e mais 5 ordens judiciais de prisão, além do bloqueio judicial de aproximadamente R$ 2 milhões em contas bancárias dos integrantes do grupo criminoso.

Ainda foram apreendidos uma pistola Glock com adulteração de numeração, um carregador de pistola comum, um carregador de pistola prolongado, aproximadamente 100 munições de arma de fogo calibre 9 mm, 8 máquinas de cartão de crédito, aproximadamente 40 cartões de crédito em nome de indivíduos diversos, um veículo importado, aparelhos celulares, computadores, entre outros objetos.

Além de João Pedro, foram presos também Breno Maurício da Costa Bueno, João Pedro Ferreira Barbosa, Jackson Pinheiro Lopes e Maykon Furtado da Costa dos Santos.

Receba as principais notícias do Estado pelo Whats. Clique aqui para acessar o canal do Campo Grande News e siga nossas redes sociais.