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Campo Grande, Domingo, 13 de Outubro de 2019

16/11/2018 15:10

Prefeitura perde 6 médicos cubanos e espera novatos para ocupar vagas

Município conta com envio de outros profissionais do Mais Médicos; plano B é turma que está concluindo curso na UFGD

Helio de Freitas, de Dourados
Médica cubana atende criança em unidade de saúde de Dourados (Foto: Hédio Fazan/Dourados Agora)Médica cubana atende criança em unidade de saúde de Dourados (Foto: Hédio Fazan/Dourados Agora)

Segundo município de Mato Grosso do Sul mais afetado pelo rompimento do governo cubano com o programa Mais Médicos em função da política a ser adotada pelo governo Bolsonaro, Dourados já se prepara para substituir os profissionais.

Ao Campo Grande News, o secretário municipal de Saúde Renato Vidigal disse hoje (16) que o município conta com 22 profissionais do programa Mais Médicos, dos quais seis são cubanos.

Para repor os profissionais que deixarão o país após a decisão do governo de Havana, Dourados espera o envio de outros médicos do programa e tem como plano B contratar recém-formados que estão concluindo o curso de medicina na UFGD (Universidade Federal da Grande Dourados).

“O município de Dourados foi habilitado a receber todas as vagas ofertadas pelo programa porque deu o suporte necessário, como estadia e transporte para os médicos. Desses 22, a maioria não é cubana, é de brasileiros que se formaram no exterior e atuam em Dourados”, explicou Vidigal.

Segundo ele, a saída agora é solicitar ao programa federal a reposição imediata desses seis profissionais. “Como Dourados é uma cidade-polo, acreditamos que não haverá dificuldade para repor”.

Renato Vidigal afirma que Dourados enfrenta uma situação diferente de cidades mais distantes e de menor porte, por isso acredita que a dificuldade para repor os médicos cubanos será maior.

“Como Dourados foi muito bem avaliada pelo programa, tem preferência na reposição desses médicos. Já existe movimentação do Ministério da Saúde para abrir edital [para inscrição de novos médicos] e repor essas vagas”, avaliou.

Segundo ele, o plano B é recorrer aos médicos que serão formados neste ano pela UFGD. “A UFGD forma um grande número de médicos agora e muitos já manifestaram vontade de trabalhar em Dourados. Estamos conversando com a universidade para convencer esses profissionais a ficarem no município”.

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