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Capital

Vítima de violência doméstica simula ligação ao INSS para pedir socorro

Companheiro resistiu à abordagem e precisou ser contido; chamada ocorreu após ameaça dentro de casa

Por Gustavo Bonotto | 04/02/2026 00:04
Vítima de violência doméstica simula ligação ao INSS para pedir socorro
Vítima de violência doméstica é atendida pela Deam. (Foto: Arquivo/Campo Grande News)

Uma mulher de 36 anos acionou a Polícia Militar após simular uma ligação para agendar perícia do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) e denunciar violência doméstica sofrida dentro de casa, na tarde de terça-feira (3), na região central de Campo Grande. O companheiro, de 38 anos, a ameaçou com uma faca, a enforcou durante uma discussão motivada pela separação e descumpriu medida protetiva já existente.

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Uma mulher de 36 anos conseguiu acionar a Polícia Militar após simular uma ligação para o INSS durante episódio de violência doméstica em Campo Grande. O companheiro, que já possuía medida protetiva contra ele, a ameaçou com uma faca e a enforcou durante discussão sobre separação. O agressor tentou fugir pelos fundos da residência quando a polícia chegou, mas foi detido. A vítima registrou denúncia na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher, solicitou novas medidas protetivas e recusou atendimento psicossocial. O caso foi registrado como ameaça, lesão corporal e descumprimento de medida protetiva.

O pedido de ajuda ocorreu por volta das 16h40, quando a mulher ligou para o 190 com a justificativa de tratar de uma perícia do INSS. Diante da conversa, o atendente questionou se ela sofria violência doméstica, e a vítima confirmou. Pouco depois, ela saiu da residência e informou que o companheiro estava armado com uma faca e fazia ameaças.

A Polícia Militar foi até o endereço, mas o homem havia deixado o local. Durante as rondas, a mulher voltou a ligar para o 190 e avisou que ele tinha retornado à casa. Ao chegar novamente, os policiais viram o suspeito tentar fugir pelos fundos do imóvel.

A equipe conseguiu localizá-lo ainda no quarteirão. Ele se mostrou exaltado, reagiu à abordagem e precisou ser contido. Os policiais usaram algemas para garantir a segurança. Durante a resistência, o homem sofreu uma escoriação leve na perna ao se agarrar a um carrinho de reciclagem.

A vítima e o companheiro foram levados à Deam (Primeira Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher). Na delegacia, a mulher decidiu registrar a denúncia, manifestou interesse em prosseguir com a representação e solicitou medidas protetivas de urgência.

Ela informou que o agressor não possui arma de fogo e recusou atendimento psicossocial e acolhimento temporário. A equipe orientou a vítima a acionar novamente a polícia caso ele volte a se aproximar e explicou os procedimentos para retirada de pertences após decisão judicial.

O caso foi registrado como vias de fato, ameaça e lesão corporal no contexto de violência doméstica, além de descumprimento de medida protetiva.