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Campo Grande, Terça-feira, 14 de Agosto de 2018

11/01/2017 18:48

Procon encontra materiais escolares com diferença de 433% no preço

Ricardo Campos Jr.
Foram escolhidos 29 artigos usados pelos estudantes que tiveram os valores comparados. (Foto: Anderson Gallo / Diario Online)Foram escolhidos 29 artigos usados pelos estudantes que tiveram os valores comparados. (Foto: Anderson Gallo / Diario Online)

Pesquisa do Procon em Corumbá, a 419 quilômetros de Campo Grande, encontrou variação de até 433% no preço dos materiais escolares de um estabelecimento para outro. Segundo informações do Diário Online, foram escolhidos 29 artigos usados pelos estudantes, que tiveram os valores comparados.

Os valores foram informados pelas lojas por meio de ofício enviado à Agência de Proteção e Defesa do Consumidor.

Isso mostra, segundo o órgão, que é preciso ter cautela e pesquisar os preços antes de comprar, além de ficar atentos às marcas dos produtos, já que em alguns casos ela ajuda a deixar os insumos mais caros.

A folha de EVA, por exemplo, usada principalmente em trabalhos artísticos, foi encontrada por R$ 1,50 e R$ 8, maior diferença entre os itens analisados. Em segundo lugar ficou o rolo de barbante, que em uma das lojas custava R$ 2,70 e em outra, R$ 9,90.

O tubo grande de cola foi encontrado por R$ 1,50 em alguns estabelecimentos e em outros era vendido a R$ 4.

Conforme o Diário Online, a caixa de lápis de cor com doze unidades foi encontrada por R$ 3,50, R$ 3,80 e R$ 7,90. Tesoura de ponta arredondada teve variação de 140% nos valores e o caderno grande de desenho 136%. A resma de papel sulfite mais em conta está por R$ 21,50, mas pode ser encontrada por R$ 22,00 e R$ 28,00.

A Abfiae (Associação Brasileira de Fabricantes e Importadores de Artigos Escolares e de Escritório) atribui os preços altos à alta carga tributária praticada no país e por isso vem tentando apoio junto ao Governo Federal e o Ministério da Educação para reduzir ou eliminar o imposto sobre esse tipo de produto.

O IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação) afirma que os artigos escolares são taxados em até 47%, como é o caso das canetas esferográficas. Apontadores e borrachas escolares têm alíquota de 43%. Cadernos universitários e lápis chegam a 35%. Pela régua, o consumidor paga 44% de imposto e pela agenda escolar 43%. Tintas plásticas e guache apresentam 36% de taxação e os livros chegam aos 15,52% de tributação. Mochila e lancheira são tributadas em mais de 39%.



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