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Interior

Sem pisar na aldeia, Damares abre audiência após estupro coletivo e morte

Ministra da Mulher e parlamentares chegaram pelos fundos de teatro e não deram entrevista

Por Helio de Freitas, de Dourados | 26/08/2021 14:31
Damares Alves abraça adolescente indígena em audiência no Teatro de Dourados. (Foto: Dourados Informa)
Damares Alves abraça adolescente indígena em audiência no Teatro de Dourados. (Foto: Dourados Informa)

Começou por volta de 14h, com a presença da ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos Damares Alves, a audiência pública para debater a violência sexual contra mulheres e crianças na Reserva Indígena de Dourados (a 233 km de Campo Grande). O ato ocorre no Teatro Municipal, na Avenida Presidente Vargas.

Damares está na cidade acompanhada da senadora Soraya Thronicke (PSL), da presidente da AMB (Associação dos Magistrados Brasileiros) Renata Gil, das deputadas Rose Modesto (PSDB/MS), Bia Cavassa (PSDB/MS), Celina Leão (PP/DF), Professora Marcivânia (PCdoB/AP), Paula Belmonte (Cidadania/DF) e Maria Rosas (Republicanos/SP).

A comitiva veio a Mato Grosso do Sul por iniciativa de Rose Modesto, após o estupro coletivo e assassinato da menina de 11 anos, na Aldeia Bororó, no dia 9 deste mês. Entretanto, nenhuma autoridade vai à Reserva Indígena, formada também pela Aldeia Jaguapiru.

A justificativa é falta de tempo, pois terão de embarcar até as 16h, no aeroporto de Ponta Porã (o de Dourados está fechado para reforma).

Damares Alves e as demais integrantes da comitiva entraram pelos fundos do teatro e não falaram com jornalistas. Segundo a assessores do evento, não há entrevista coletiva programada.

Ao lado do prefeito Alan Guedes (PP), Damares e as parlamentares, a ministra acompanhou na abertura, as apresentações culturais dos povos indígenas e ouviu o discurso do porta-voz da comunidade, o capitão da Bororó, Gaudêncio Benites.

Ele cobrou a formação de uma comissão da aldeia para fiscalizar a aplicação de recursos destinados às comunidades. “Muita coisa vem em nome do índio e não chega até nós. Vamos fiscalizar, vamos acompanhar junto com Brasília. Chega de desvio de dinheiro em nome dos guarani-kaiowá”.

Veja o vídeo:


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