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Interior

Suspeito de fornecer atestado médico falso, vereador está na sede do MPE

Por Renata Volpe Haddad | 23/01/2017 11:47
Gaeco esteve na clínica de fisioterapia do vereador Yussef El Salla (PDT) realizando busca e apreensão de documentos. (Foto: Erik Silva/Folha MS)
Gaeco esteve na clínica de fisioterapia do vereador Yussef El Salla (PDT) realizando busca e apreensão de documentos. (Foto: Erik Silva/Folha MS)

O vereador Yussef El Salla (PDT) está na sede do MPE (Ministério Público Estadual), nesta manhã (23), prestando depoimento aos promotores. Ele está sendo investigado por fornecer atestados médicos falsos a detentos e civis, segundo informações extraoficiais. Um dos crimes investigados pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) é falsidade documental no âmbito das unidades prisionais dos regimes fechado e semiaberto da cidade.

Segundo informações do site Capital do Pantanal, o Gaeco realizou busca e apreensão na clínica de fisioterapia que o vereador tem na cidade e ele, junto com os documentos, foi encaminhado à sede do MPE.

A reportagem do Campo Grande News entrou em contato com o advogado do vereador, Márcio Saldanha, e informou que ainda não teve acesso aos autos da acusação, mas que Yussef vai prestar esclarecimentos como fisioterapeuta e não como vereador. “Ele ainda não foi ouvido e não sei os motivos da operação. Apenas acompanhei a busca e apreensão na clínica”, informou. Sobre os atestados falsos, o advogado reforçou que não teve acesso aos documentos do Gaeco.

Conforme nota divulgada a pouco pela assessoria do Gaeco, os crimes investigados na Operação Xadrez são: tráfico de drogas, associação para o tráfico, corrupção, peculato e falsidade documental no âmbito das unidades prisionais dos regimes fechado e semiaberto da cidade.

Também receberam mandados de prisão temporária, comerciantes da cidade que possuem vínculo de parentesco com os condenados e que fazem parte da associação criminosa.

Os mandados estão sendo cumpridos em 12 pontos distintos, dentre eles os presídios do regime fechado e semiaberto, onde já foram localizados dezenas de aparelhos celulares, drogas e dinheiro. Os mandados foram expedidos pelo Juízo da Segunda Vara Criminal da Comarca de Corumbá.

Além dos Promotores de Justiça e Policiais integrantes do Gaeco, a operação batizada de Operação Xadrez (em referência aos presídios onde foram cumpridas buscas e prisões), conta com o apoio de Promotores de Justiça da Comarca de Corumbá, e também de policiais do Batalhão do Choque, BOPE (Batalhão de Operações Policiais Especiais), DOF (Departamento de Operações de Fronteira) e a Polícia Militar de Corumbá.

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