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Campo Grande, Segunda-feira, 11 de Dezembro de 2017

10/05/2016 09:05

Investigado na 1ª fase da Lama Asfáltica, dono da Proteco é preso pela PF

Aline dos Santos
João Amorim foi apontado como líder de esquema no ano passado. (Foto: Marcos Ermínio/Arquivo)João Amorim foi apontado como líder de esquema no ano passado. (Foto: Marcos Ermínio/Arquivo)

Proprietário da Proteco Construções, o empresário João Alberto Krampe Amorim dos Santos também foi preso na manhã desta terça-feira (dia 10) na segunda fase da operação Lama Asfáltica. A informação foi apurada pela reportagem. Ele já era investigado na primeira etapa da ação, realizada pela PF (Polícia Federal) em 9 de julho de 2015. Na ocasião, ele foi apontado como líder do esquema envolvendo empreiteiras e poder público

O empresário chegou a ser preso em julho, mas por posse ilegal de arma de fogo. A primeira fase não tinha mandado de prisão.

Nesta nova etapa, são 15 mandados de prisão temporária. Dentre os presos, está o casal Edson e Rachel Giroto. Ele é ex-secretário estadual de Obras e ex-deputado federal. A prisão deles foi confirmada pelo advogado Jail Azambuja, que atua na defesa e  foi à superintendência da PF na manhã de hoje.

Nesta segunda fase, batizada de Fazendas de Lama, são 28 mandados de busca e apreensão, além de 24 mandados de sequestro de bens de investigados. Os mandados são cumpridos em Campo Grande, Rio Negro, Curitiba (PR), Maringá (PR) Presidente Prudente (SP) e Tanabi (SP).

Conforme a polícia, o nome Fazendas de Lama é referente à aquisição de propriedades rurais com recursos públicos desviados de contratos de obras públicas, fraudes em licitações e recebimento de propinas, resultando também em crimes de lavagem de dinheiro.

A CGU (Controladoria-Geral da União) e Receita Federal encontraram indícios da prática dos crimes de lavagem de dinheiro, inclusive decorrentes de desvio de recursos públicos federais e provenientes de corrupção passiva, com a utilização de mecanismos para ocultação de valores, como aquisição de bens em nome de terceiros e saques em espécie. São investigados contratos com valor acima de R$ 2 bilhões.



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