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Campo Grande, Terça-feira, 12 de Dezembro de 2017

10/05/2016 08:33

Advogados de Puccinelli aguardam orientações para se pronunciar

Nova fase da Operação Lama Asfáltica cumpre mandado de busca e apreensão no apartamento do peemedebista

Alberto Dias

O ex-governador André Puccinelli (PMDB), que recebeu policiais federais esta manhã em seu apartamento com mandado de busca e apreensão, informou via assessoria que ainda está tomando parte da situação. "Os advogados ainda vão tomar conhecimento da situação e só depois disso é que vão se pronunciar", afirmou o assessor. Ao Campo Grande News, ele adiantou que estão aguardando para conversar com Puccinelli. "Ainda não fomos orientados e por isso ainda não podemos falar", disse.

A ação da PF no apartamento de Puccinelli, em Campo Grande, é parte da segunda fase da operação Lama Asfáltica, deflagrada nesta terça-feira (10) e batizada de Fazendas de Lama. A primeira etapa foi realizada em nove de julho de 2015. Ao todo, serão 15 mandados de prisão temporária, 28 mandados de busca e apreensão, além de 24 mandados de sequestro de bens de investigados. Os mandados são cumpridos em Campo Grande, Rio Negro, Curitiba (PR), Maringá (PR) Presidente Prudente (SP) e Tanabi (SP).

Conforme a polícia, o nome Fazendas de Lama é referente à aquisição de propriedades rurais com recursos públicos desviados de contratos de obras públicas, fraudes em licitações e recebimento de propinas, resultando também em crimes de lavagem de dinheiro.

Nesta fase, após a análise dos materiais apreendidos na primeira operação Lama Asfáltica, novas fiscalizações realizadas pela CGU (Controladoria-Geral da União) e relatórios da Receita Federal, foram encontrados indícios da prática dos crimes de lavagem de dinheiro, inclusive decorrentes de desvio de recursos públicos federais e provenientes de corrupção passiva, com a utilização de mecanismos para ocultação de valores, como aquisição de bens em nome de terceiros e saques em espécie.

Durante a primeira fase da operação, cujas investigações iniciaram-se em 2013, foi constatada a existência de um grupo que, por meio de empresas em nome próprio e de terceiros, superfaturaram obras contratadas com a administração pública, mediante a prática de corrupção de servidores públicos e fraudes a licitações, ocasionando desvios de recursos públicos.



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