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Campo Grande, Sexta-feira, 15 de Dezembro de 2017

28/10/2009 12:21

Justiça ouve defesa de acusados de matar garota

Redação

A Justiça ouviu nesta quarta-feira dez testemunhas de defesa dos acusados de matarem a garota de programa Claudinéia Rodrigues, a "Néia", de 25 anos.

A audiência foi acompanhada pela amiga da vítima, que esteve com os réus no dia do crime e se jogou do carro, por familiares de dois dos três acusados, e pelos réus.

Nervoso, um dos três réus, Leonardo Leite Cardoso, começou a passar mal e saiu lágrimas do olho dele, logo no início da audiência. Diante disso, ele foi levado de volta à cela do Fórum.

Das 10 testemunhas interrogadas pelo juiz da 2ª Vara do Tribunal do Júri, Aluízio Pereira dos Santos, MPE (Ministério Público Estadual) e advogados, sete falaram sobre Leonardo Leite Cardoso e três sobre Fernando Pereira Verone.

Das testemunhas arroladas pela defesa de Leonardo, seis são amigas dele e uma é vizinha. Entre os amigos, está uma jovem que está presa por tráfico de drogas; um rapaz que mora há um ano na casa dele e que dividia o quarto com ele e um médico.

A vizinha, o médico e três amigos dele afirmaram o conhecer desde muito jovem, logo que ele chegou com a família do Rio de Janeiro. Com exceção da vizinha, que disse ter tido pouco contato com ele, todos disseram que Leonardo sempre foi "contador de histórias", como um amigo o definiu.

Estas testemunhas disseram que Leonardo costumava inventar histórias e acreditar nelas. "Uma vez ele disse que surfava no Rio de Janeiro e uma vez chutou um tubarão. Outra, mostrei minha coleção de latinhas, que devia ter umas 500 e ele falou que tinha umas duas mil no Rio", contou o amigo. "A gente ria, zombava da cara dele".

A testemunhas também disseram saber que Leonardo já havia tomado remédio controlado e duas delas afirmaram terem visto o laudo de um médico do Rio de Janeiro que aponta que ele tem transtorno bipolar, doença também apontada no laudo feito pela Justiça a pedido da defesa. Também falaram ter ficado sabendo que Leonardo já tentou suicídio quando morava no Rio de Janeiro,

Já o rapaz que mora na casa dele, disse que não observou se Leonardo costuma mentir nas histórias que conta. "Até que eu saiba, não", respondeu ao ser questionado se sabia das "fantasias" do amigo.

Entre as três testemunhas de Fernando, está uma vizinha que conhece a família desde que a mãe estava grávida dele e a diretora da escola em que o rapaz cursou o ensino médio.

A vizinha declarou que nunca ouviu discussões na casa de Fernando, nunca viu amigos dele no local e que o rapaz sempre foi tranqüilo. "Via Fernando sempre quieto, dentro de casa".

A testemunha declarou também que nem ao menos música em volume alto, a família escutava. "Nunca ouvi som alto na casa deles". A vizinha falou ainda que chegou a ver o acusado brincar com a mãe, carregando-a na colo, e que sempre que ia na casa dele, estava no quarto.

A diretora da escola em que Fernando estudou o ensino médio declarou que os pais dele "sempre foram presentes, até para contribuir com sugestões".

Segundo a pedagoga, o rapaz nunca deu problemas de indisciplina, demonstrava interesse pelos estudos e era de poucos amigos.

Crime -Leonardo e Fernando estão presos. Já tentaram a liberdade, mas a Justiça negou os pedidos. Já Hugo Pereira da Silva, conseguiu liberdade.

Eles são acusados de matar Claudinéia a pedradas em maio deste ano, em um matagal atrás do Aeroporto Internacional de Campo Grande.

Três testemunhas que acusam os rapazes foram ouvidas nessa terça-feira. Hoje à tarde, serão ouvidas as testemunhas de defesa de Hugo. Os réus também serão interrogados nesta tarde.

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