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Campo Grande, Terça-feira, 12 de Dezembro de 2017

16/04/2010 17:55

Líder do PCC em MS consegue ir para o semiaberto

Redação

Já foi transferido para a Colônia Penal Agrícola de Campo Grande, para o regime semiaberto, o detento apontado como um dos homens-fortes da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital) em Mato Grosso do Sul, José Cláudio Arantes, conhecido como "Tio Arantes".

Ele foi um dos líderes da rebelião ocorrida em 2006, quando quatro presídios do Estado foram destruídos e um detento foi morto e teve a cabeça cortada e exibida pelos amotinados.

Arantes foi levado da Penitenciária de Segurança Máxima, onde estava, para a Colônia Penal Agrícola durante a tarde. No local, que se transformou em reduto do PCC nos últimos anos, poderá sair durante o dia para trabalhar.

A transferência era aguardada desde março. Arantes só não estava ainda em um presídio semiaberto porque foi descoberto um mandado de prisão contra ele em São Paulo quee, segundo o advogado dele, Luiz Gustavo Bataglin, foi emitido por engano. Bataglin, que estava em São Paulo hoje, afirmou que o mandado se referia a uma pena já cumprida por seu cliente.

Em entrevista por telefone, ele disse que Arantes o problema só seria resolvido semana que vem, permitindo a transferência, mas a informação dada na Penitenciária é de que Arantes já foi levado para a Colônia Penal.

No dia 31 de março, o juiz da 1ª Vara de Execução Penal de Campo Grande, Francisco Gerardo de Souza, determinou que fossem checadas por telefone em São Paulo, as informações sobre o mandado de prisão, explicando que por esse motivo ainda não havia sido feita a progressão de regime.

Líder - José Cláudio Arantes é considerado um preso bastante perigoso, principalmente pelo papel de liderança entre os detentos. Ele já fez uma espécie de peregrinação, chegando a ser transferido para a penitenciária federal de segurança máxima de Catanduvas, após o motim do dia 14 de 2006.

A rebelião, que durou 25 horas, ocorreu simultaneamente aos ataques promovidos naquele ano pelo PCC em São Paulo, quando policiais foram mortos, unidades da polícia atacadas e 50 presídios tiveram motins.

O detento esteve, também, entre os 12 acusados da morte do advogado William Maksoud, que teria sido obra da facção criminosa, mas não chegou a ir a julgamento.

O "currículo" de Tio Arantes inclui, ainda, uma suposta ligação com o traficante Luiz Fernando Correa da Costa, o Fernadinho Beira-Mar. O advogado de Beira-Mar é o mesmo de José Cláudio. Ele cumpria pena por tráfico, por assalto e homicídio.

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