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Campo Grande, Domingo, 17 de Dezembro de 2017

08/01/2010 07:16

Liquidação leva centenas a loja da Capital nesta manhã

Redação

Centenas de consumidores amanheceram em frente às lojas do Magazine Luiza, centro de Campo Grande, nesta manhã, para aproveitar os descontos de até 70% oferecidos na liquidação, que é feita hoje nas lojas de todo o País.

Na unidade da rua Barão do Rio Branco, a fila dobrava a esquina da 14 de Julho. Quando as portas se abriram, o esforço dos cinco primeiros da fila, que esperaram 43 horas pelo saldão, foi recompensado com cinco minutos sozinhos na loja, para comprar o que quisessem.

Com o primeiro lugar na fila, Eliane Pimentel de Melo, de 35 anos, entrou correndo para pegar eletrodomésticos.

Minutos após abrir a loja, por volta das 6h, o local já estava cheia e tumultuada. Item predileto, as 500 panelas de pressão a R$ 8,00 acabaram em apenas uma hora.

Valeu até estratégia para fazer as compras. "Encostei aqui e eles vão trazendo as coisas. Se deixar parado o povo pega", explica a vendedora Maricélia Carvalho de Brito, de 26 anos, que montou uma pilha de eletrodomésticos enquanto o irmão e as cunhadas buscavam o restante dos itens pela loja.

Da fila no lado de fora da loja da Barão, a dona-de-casa Lucélia Ribas Mariano, de 31 anos, passava pelo celular instruções sobre a melhor chapinha a ser comprada, para o marido que já estava dentro da loja da 14 de Julho.

Acostumada com o tradicional saldão, ela conta que a estratégia foi ir a uma loja e o marido em outra, para aproveitar as ofertas. Cada um com uma cota definida, de R$ 100,00.

Já os noivos André Luiz Miguel, de 23 anos, e Vanessa Alves, de 19 anos, não definiram quanto poderiam gastar. " Vai depender das promoções. Como a gente está casando, precisa de todos os eletrodomésticos", explica ele, técnico de informática.

Segurando um notebook que custava R$ 1.750,00 e na promoção caiu para R$ 200,00, a dona-de-casa Dilenar Godoi, de 40 anos, conta que o produto nem estava na sua lista, mas quando ela e o marido ouviram anunciar a promoção no microfone da loja, ele já correu para a fila. "Agora vai ser o computador da casa", diz.

Os consumidores explicam que a compra tem que ser rápida, e os produtos escolhidos deixados junto ao corpo. "Deixei aqui no carrinho e 'roubaram' a panela de pressão", reclama a acompanhante de idosos Elida Cardozo, de 57 anos.

Depois da maratona para conseguir escolher o produto, ainda era necessário esperar cerca de meia hora para conseguir passar pelo caixa.

Alguns itens, como a panela de pressão, eram pagos apenas à vista, mas Maria Auxiliadora Vieira, de 38 anos, conseguiu até uma geladeira no crediário.

Desconforto - Apesar do desconto, ela reclama da falta de assistência na fila, que enfrentou por 43 horas. Com o segundo lugar, Maria diz que não havia café nem banheiro disponível e ficou com medo da chuva, quando estava acampada em frente à loja.

Já na loja da Barão do Rio Branco, os clientes elogiaram o atendimento. Com banheiro, lanche e até televisão disponibilizados pela loja, os consumidores dizem que a espera foi menos cansativa.

Para quem não encarou o desconforto, ficou a expectativa de conseguir comprar produtos com preço baixo. "Dormi muito", justifica Laurinda Ferreira Nunes, de 71 anos, que aguardava na fila para entrar na loja, às 6h50, com a esperança de conseguir um circulador de ar.

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