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Campo Grande, Terça-feira, 25 de Setembro de 2018

23/01/2018 12:15

Material para exame em macaco morto foi coletado e será levado para SP

Teste laboratorial será feito no Instituto Adolfo Lutz; este é a primeira morte de primata em investigação no Estado em 2018

Anahi Zurutuza
Macaco encontrado morto em fazenda no interior de MS (Foto: Maracaju Speed)Macaco encontrado morto em fazenda no interior de MS (Foto: Maracaju Speed)

O material necessário para exame que pode comprovar se foi a febre amarela que matou um macaco em Maracaju já foi coletado e segue nesta quarta-feira (24) para o Instituto Adolfo Lutz, laboratório em São Paulo (SP). Não há prazo para o resultado da análise clínica sair.

De acordo com SES (Secretaria de Estado de Saúde), o material foi coletado no Lacen (Laboratório Central de Saúde Pública).

O macaco foi encontrado morto sábado (20) perto da área de mata em uma fazenda que fica na divisa de Rio Brilhante e Maracaju. Temendo que a febre amarela tenha sido a cauda do óbito, moradores da propriedade rural acionaram o Corpo de Bombeiros. A Vigilância Sanitária da Prefeitura de Maracaju também foi chamada.

Durante todo o ano de 2017, segundo a SES, seis macacos foram encontrados mortos no Estado, mas os resultados de exames foram negativos para a doença. Os primatas foram encontrados em Corumbá (2), Dourados (1), Ladário (1) e Campo Grande (2).
Não é o animal que provoca a doença, mas o mosquito que transmite o vírus para os bichos e humanos. As mortes de macacos apenas podem funcionar como indicativo da circulação do agente causador.

Dose da vacina disponível em unidade básica de saúde (Foto: Marcos Ermínio/Arquivo)Dose da vacina disponível em unidade básica de saúde (Foto: Marcos Ermínio/Arquivo)

Casos em humanos - Dos 145 casos de febre amarela em investigação no país, três são de pessoas que podem ter sido contaminadas em Mato Grosso do Sul. O dado também consta no último boletim epidemiológico do ministério.

A secretaria esclarece que as notificações não foram feitas por Mato Grosso do Sul. Os pacientes com suspeita da doença são tratados em São Paulo e foi a secretaria de saúde do Estado vizinho que informou o ministério da apuração. Estas pessoas teriam passado pelo Estado recentemente.

A SES informou ainda, por meio da assessoria de imprensa, que sequer havia sido avisada das investigações e que pediu esclarecimento ao ministério.

Nenhum caso de febre amarela foi confirmado em Mato Grosso do Sul. Por isso, não há motivo para pânico, garante a secretaria. O último caso de febre amarela em humanos registrado em Mato Grosso do Sul foi em 2015, de um viajante que contraiu a doença em outro Estado.



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