Cena comum na fronteira, fachada de loja é alvejada a tiros na madrugada
Polícia paraguaia investiga atentado, considerado um “recado” do crime organizado

Uma loja de ferragens foi alvejada a tiros na madrugada desta sexta-feira (6) em Pedro Juan Caballero, cidade paraguaia separada por uma rua de Ponta Porã, a 313 km de Campo Grande. Ataques à bala contra residências e estabelecimentos comerciais são comuns na linha internacional e tratados como “recado” do crime organizado.
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Uma loja de ferragens em Pedro Juan Caballero, cidade paraguaia que faz fronteira com Ponta Porã (MS), foi alvo de disparos na madrugada desta sexta-feira (6). Os tiros, possivelmente de pistola 9mm, danificaram a janela de vidro e equipamentos expostos no estabelecimento localizado na Rua Brasil. O proprietário, que não teve a identidade revelada, afirma desconhecer os motivos do atentado e nega ter recebido ameaças. O caso ocorre em meio a uma nova onda de violência na região fronteiriça, onde ataques similares são frequentemente interpretados como "recados" do crime organizado.
Os disparos, provavelmente de pistola 9 milímetros, estouraram a janela de vidro e atingiram equipamentos expostos no interior da loja, localizada na Rua Brasil, no bairro Luz Bella.
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De acordo com a Polícia Nacional, o atentado ocorreu por volta de 1h, mas o estrago só foi descoberto pelo proprietário no momento em que ele chegou para abrir o estabelecimento.
O comissário Aníbal Franco, chefe da 2ª Comissaria, informou em entrevista à rádio Urundey FM que os vizinhos informaram terem ouvido de quatro a cinco disparos. Peritos e investigadores da polícia paraguaia foram ao local, mas não encontraram cartuchos deflagrados.
Como a loja não possui monitoramento por câmeras, a polícia procura imagens que possam ter sido gravadas pelo sistema de segurança de estabelecimentos vizinhos.
O proprietário da loja, que não teve a identidade revelada pela polícia paraguaia, alegou desconhecer os motivos do atentado. Ele afirmou não ter sofrido qualquer ameaça recentemente e diz não possuir inimigos.
Depois de um curto período de calmaria, a fronteira entre Ponta Porã e Pedro Juan Caballero enfrenta nova onda de violência, com mortes por execução nos dois lados da linha internacional.
Entre as vítimas está Valdemir Ferreira da Paixão, de 52 anos. Gerente de uma funerária, ele foi executado a tiros em Ponta Porã, no dia 29 de janeiro. O filho dele, de 8 anos, estava no carro e foi ferido na perna, mas sobreviveu. Até agora a polícia não se manifestou sobre as investigações.
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