Homem acusado pela morte de jovem de MS é filmado de volta às ruas de Copacabana
Anderson Brandão havia sido condenado a 33 anos de prisão, mas teve pena revertida em 2024
Após permanecer preso por cerca de um ano e ter sua condenação revertida, o homem que havia sido sentenciado a 33 anos de prisão pelo assassinato do sul-mato-grossense Gabriel Mongenot Santos, em Copacabana, no Rio de Janeiro, em 2023, voltou às ruas do bairro. Em vídeo que circula nas redes sociais, abordado por moradores, ele afirma ser inocente e diz que está trabalhando em um depósito.
RESUMO
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O homem condenado a 33 anos de prisão pelo assassinato de Gabriel Mongenot Santos em Copacabana, Rio de Janeiro, em 2023, foi absolvido e libertado após um ano de reclusão. Anderson Henrique Brandão teve sua sentença revertida pela 6ª Câmara Criminal, que acatou recurso da Defensoria Pública alegando insuficiência de provas. Gabriel, sul-mato-grossense de 25 anos, foi morto a facadas enquanto dormia na praia de Copacabana. Ele estava no Rio para um show de Taylor Swift, no mesmo fim de semana em que Ana Clara Benevides, de 23 anos, faleceu durante a apresentação da cantora devido a exaustão térmica.
A condenação havia sido imposta pela Justiça do Rio de Janeiro depois que Anderson Henrique Brandão foi considerado culpado pela morte de Gabriel, de 25 anos, esfaqueado enquanto dormia na areia da praia, durante um assalto, no dia 19 de novembro de 2023. A decisão, assinada pelo juiz titular da 33ª Vara Criminal, resultou em pena de 33 anos em regime fechado.
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Segundo informações do jornal O Globo, no entanto, a Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro recorreu da sentença em segunda instância, argumentando que os reconhecimentos realizados pelas testemunhas não eram conclusivos e não sustentavam a condenação, conforme previsto no artigo 386, inciso 7º, do Código de Processo Penal.
Em 4 de outubro de 2024, a 6ª Câmara Criminal acolheu o recurso e determinou a absolvição do réu por insuficiência de provas, revertendo a condenação e revogando a prisão.
Livre de novo - Anderson estava em liberdade havia menos de 12 horas quando ocorreu a morte do estudante. Na sexta-feira anterior ao crime, ele foi preso em flagrante por furto de 80 barras de chocolate, avaliadas em R$ 457, em uma loja no Rio de Janeiro. Mas, segundo a polícia, já tinha 14 passagens por diferentes ocorrências.
Naquela época, a juíza responsável concedeu liberdade provisória por entender que se tratava de crime sem violência ou grave ameaça, com restituição integral da mercadoria. Como medidas cautelares, determinou comparecimento mensal em juízo, proibição de sair da cidade por mais de sete dias e de frequentar a loja furtada.
A reportagem não conseguiu contato com a família de Gabriel para falar sobre a libertação. Ele é filho único da adjunta da Secretaria Municipal de Assistência Social de Campo Grande, Inês Mongenot Santana. O rapaz estudava engenharia aeroespacial em Minas Gerais.
O assassinato de Gabriel aconteceu no mesmo fim de semana em que outra tragédia marcou a passagem da turnê da cantora pelo Rio de Janeiro. A estudante Ana Clara Benevides Machado, de 23 anos, também de Mato Grosso do Sul, morreu após passar mal durante o show no Estádio Nilton Santos, em meio a uma onda de calor extremo. A jovem, residente em Sonora, sofreu exaustão térmica e desidratação, segundo laudos, e morreu horas depois de ser socorrida.
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