A notícia da terra a um clique de você.
Campo Grande, Terça-feira, 12 de Dezembro de 2017

22/06/2011 17:48

Mato Grosso do Sul pode ficar sem luz por conta de novas políticas da Eletrosul

Paula Maciulevicius

Audiência desta tarde resultou em uma moção contra a nova política, trabalhadores solicitam restabelecer discussão com sindicatos

O estado de Mato Grosso do Sul pode ficar no escuro por conta das novas políticas da companhia de energia Eletrosul. A concessionária que é responsável pelo transporte de 80% da energia elétrica do Estado, com duas subestações em Campo Grande e Dourados, anunciou há poucos dias a nova política de operação.

Preocupado com os riscos ao Estado desse novo conjunto de ações, foi realizada hoje uma audiência pública que reuniu trabalhadores e sindicatos de vários Estados.

A reunião resultou em uma moção em que os trabalhadores manifestam a contrariedade em relação à implantação da nova política de operação da Eletrosul e solicitam que seja restabelecida a discussão com os sindicatos.

De acordo com o representante da FNU (Federação Nacional dos Urbanitários), Franklin Moreira Gonçalves, caso a nova política seja implantada, as subestações serão operadas por telecontrole, que podem ter como consequências insegurança no sistema elétrico, desassistência das unidades de operação, precarização dos serviços prestados e sobrecarga operativa.

O resultado é visto como trágico e pode inclusive, fechar postos de trabalho, afirmou o Sinergia (Sindicato dos Eletricitários de Mato Grosso do Sul).

“A desassistência de subestações força o fechamento de locais de trabalho ou transferências para outros locais. Nossos operadores vivem hoje um verdadeiro drama”, destacou o presidente do Sindicato, Elvio Marcos Vargas.

Além da desassistência, a classe acredita que o Estado pode sofrer ainda com apagões, porque Mato Grosso do Sul será operado pelo Paraná.

Segundo o presidente da Intersul (Intersindical dos Eletricitários do Sul do Brasil), Sérgio Vieira, o Estado pode ficar sem luz.

“Como serão operadas por Londrina, as subestações do Estado ficarão desassistidas. O sistema de telecontrole não é confiável. Em caso de desligamento, haverá uma demora na recuperação da energia, ou seja, o Estado poderá sofrer apagões”, explicou.

O deputado Marquinhos Trad (PMDB) adiantou que haverá grandes prejuízos financeiros para o Estado. “A população será penalizada por essa nova política da Eletrosul. O desenvolvimento de Mato Grosso do Sul ficará comprometido. O compromisso com o bem público desaparece em prol ao interesse econômico”, finalizou.

Indenizações por morte no trânsito crescem 24% em relação a 2016
O número de indenizações pagas pelo Seguro de Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Via Terrestre (Seguro Dpvat) entre janeiro e novemb...
ANS regulamenta novas regras de compartilhamento para planos de saúde
A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) publicou duas resoluções normativas na tentativa de dar mais segurança e estabilidade ao mercado de pla...
UFMS recebe inscrições para vários cursos no Vestibular 2018
A UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul) segue com inscrições abertas para o Vestibular 2018, que selecionará alunos para cursos de gradua...


imagem transparente

Classificados


Desenvolvido por Idalus Internet Solutions