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Campo Grande, Segunda-feira, 18 de Dezembro de 2017

13/09/2009 21:10

Mortes crescem 45% e trânsito mata mais que homicídios

Redação

Em oito anos, a incidência de mortes causadas por homicídios teve redução de 29% na Capital. No mesmo período, houve aumento de 45% nos óbitos causados no trânsito, que já mata mais do que assassinatos causados por armas de fogo e branca, conforme levantamento realizado pelo Planurb (Instituto Municipal de Planejamento Urbano).

Entre 2000 e 2008, houve inversão na causa de mortes violentas na Capital. Em 2000, a incidência de mortes causadas por homicídios era de 37,22 óbitos para cada grupo de 100 mil habitantes, enquanto o trânsito fazia apenas 20,8 vítimas na mesma proporção.

No entanto, no ano passado, houve inversão, com o trânsito matando mais na Capital, conforme o Sisgran (Sistema Municipal de Indicadores Georreferenciados para o Planejamento e Gestão de Campo Grande). O número de mortes no trânsito passou a ser de 30,25 para cada grupo de 100 mil habitantes, acumulando aumento de 45% em relação aos últimos oito anos.

Já a ocorrência de mortes por homicídio teve redução de 29%, passando a ser de 24,36 para cada grupo de 100 mil. Ou seja, a criminalidade teve redução na Capital, mas o trânsito passou a matar na cidade, que já foi destaque nacional como uma das mais violentas do País.

Saúde - De acordo com o SIM (Sistema de Informação sobre Mortalidade) da Secretaria Estadual de Saúde, 206 pessoas morreram em acidentes de trânsito na Capital no ano passado em acidentes envolvendo motociclistas, pedestres, motoristas e passageiros de automóveis.

No mesmo período, homicídios causados por arma de fogo e armas brancas foram 166 na Capital. Ou seja, em 2008, a quantidade de mortes no trânsito superou os crimes contra a vida em 24%.

Perspectivas - O diretor de trânsito da Agetran (Agência Municipal de Transporte e Trânsito), Janine de Lima Bruno, atribuiu o aumento nas mortes do trânsito ao aumento da frota de veículos. Ele explicou que a facilidade no crédito e nas condições de pagamento, já que um carro pode ser parcelado em até 72 vezes, reduziu o número de passageiros transportados pelo transporte coletivo e elevou o número de motoristas inexperientes.

Para reverter os números, já que os dados estatísticos mostram a violência em ascensão no trânsito, Bruno informou que a Agetran vem adotando ações para reduzir a velocidade e dar fluidez no trânsito.

Como exemplo, ele citou a Avenida Ceará, que ganhou radar e novos semáforos para diminuir a velocidade. Além disto, a via teve a proibição de estacionamento em toda a sua extensão para evitar as colisões traseiras.

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