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22/07/2010 15:58

Mortes por câncer disparam e saúde alerta para prevenção

Redação

Os IDBs(Indicadores de Dados Básicos em Saúde), da Secretaria Estadual de Saúde, apontam uma realidade preocupante: as mortes por câncer estão aumentando em Mato Grosso do Sul. Principalmente dos tipos onde há mais resistência ou descuido para prevenção, como o câncer de mama e de próstata.

Enquanto em 2005 o índice de mortalidade por câncer no Estado era de 83,9 casos a cada 100 mil habitantes, em 2008 passou a 90,8 para cada 100 mil.

No caso do câncer de mama feminino o índice foi de 11 por 100 mil a 13,7 e para o câncer de próstata o salto foi ainda maior, de 13,8 a 17,4 a cada 100 mil. As mortes por câncer de pulmão ocorreram na proporção de 10,2 a cada 100 mil habitantes em 2005 e já no ano de 2008 passaram a 12,1 a cada 100 mil.

A gerente da Saúde da Mulher da Secretaria Estadual de Saúde, Ilda Guimarães, afirma que essa é uma tendência nacional e que é preciso levar em consideração que os hábitos de vida das pessoas mudaram, especialmente no que diz respeito à alimentação e também que a população está envelhecendo. "Além disso, ainda temos os jovens que estão voltando a fumar e o câncer de pulmão está diretamente relacionado ao tabaco", avalia.

Em relação ao câncer de mama, Ilda destaca que a preconização é que aos 40 anos a mulher seja submetida a exames com profissionais e a partir dos 50 anos façam todos os anos a mamografia.

O exame de próstata também é fundamental para detectar o problema e potencializar as chances de cura, mas ainda há muita resistência dos homens em fazê-lo. "Com diagnóstico precoce a pessoa pode ter 90% de chance de cura, dependendo do tipo de câncer", alerta.

O relatório da Secretaria de Saúde aponta que o câncer de colo de útero teve redução a partir de 2006 e desde então praticamente estabilizou. Ilda explica que o diagnóstico do câncer de mama é mais difícil e a partir da constatação muitas mulheres resistem em fazer o tratamento.

Para ela, a taxa de mortalidade por câncer no colo do útero poderia ser reduzida se, também, não houvesse tabu em relação ao exame preventivo, que muitas vezes acaba sendo interpretado como um indicativo da intensidade da vida sexual da mulher.

Exemplo - Aos 74 anos, a aposentada Eunísia Delgado é a prova em pessoa de que quando descoberto e tratado cedo, o câncer pode sim ser enfrentado.

Aos 69, por acaso ela descobriu um caroço na mama esquerda. Procurou o médico na sequência, fez os exames que detectaram a doença e houve a recomendação de retirada da mama.

"Depois, fiz apenas seis sessões de quimioterapia, bem levinhas".

Além de falar tranquilamente sobre a doença, pois "não adianta desesperar", dona Eunísia não descuida. Toma um medicamento receitado pelo oncologista e faz, de ano em ano, visitas ao médico para acompanhamento.

Com esses cuidados, cinco anos depois do susto, o modo como dona Eunísia encarou o câncer virou história a ser contada aos 18 netos, seis bisnetos e seis filhos de dona Eunísia.

"A partir do momento que foi diagnosticado, não pode fazer exame e ficar quieta. Toda vez que eles pedem exame eu procuro fazer e levar imediatamente", ensina.

A tranqüilidade com que trata do assunto é tamanha que ela revela, sobre o médico que fez os primeiros exames, Benedito de Oliveira Neto: "Hoje, é meu amigo".

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