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Campo Grande, Quinta-feira, 14 de Dezembro de 2017

06/06/2014 11:02

MPF determina e PF retoma investigação de morte de indígena durante confronto

Aliny Mary Dias
Conflito ocorreu no dia 30 de maio do ano passado (Foto: Marcos Ermínio)Conflito ocorreu no dia 30 de maio do ano passado (Foto: Marcos Ermínio)

A pedido do MPF (Ministério Público Federal), a Polícia Federal retomou as investigações da morte da indígena Oziel Gabriel, 35 anos, ocorrida em maio do ano passado durante confronto com policiais federais e militares na Fazenda Buriti, situada em Sidrolândia, distante 71 quilômetros da Capital.

De acordo com o superintendente da PF em Mato Grosso do Sul, Edgar Paulo Marcon, o inquérito concluído em dezembro do ano passado foi analisado pelo MPF que pediu novas diligências na área para que a ordem cronológica dos fatos seja esclarecida.

No inquérito de 2,1 mil páginas, a PF não indicou o responsável pelo disparo que matou Oziel, tudo porque o projétil que atingiu o índio nunca foi encontrado. Ainda segundo o superintendente, detalhes sobre o reinício da apuração não serão divulgados até o fim das ações, que não têm prazo para ser concluídas.

O advogado dos terena, Luiz Henrique Eloy, explica que os índios não foram avisados sobre o reinício das apurações. No entanto, o MPF já havia comunicado os índios, em março deste ano, que iria pedir a retomada da apuração.

No último dia 30 de maio, quando a morte de Oziel completou 1 ano, indígenas vieram a Campo Grande e protestaram pela reabertura das apurações em busca de Justiça.

Caso – Oziel morreu no dia 30 de maio do ano passado depois de ser atingido por um disparo na região do abdômen. Ele foi socorrido até o Hospital Municipal de Sidrolândia, mas morreu logo após dar entrada na unidade.

Na época, policiais federais, da antiga Cigcoe (Companhia Independente de Gerenciamento de Crises e Operações Especiais) - hoje transformada em Bope – e policiais militares de municípios vizinhos participaram da ação. A ordem de reintegração de posse foi expedida pela Justiça depois que o prazo de 15 dias para a saída dos indígenas expirou.



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