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Campo Grande, Terça-feira, 19 de Setembro de 2017

04/09/2017 18:07

PCC usava Corumbá como rota de entrada de cocaína exportada à Sérvia

Rafael Ribeiro
Carros de luxo apreendidos com integrantes de quadrilha durante a operação desta segunda-feira (Foto: Divulgação/PF)Carros de luxo apreendidos com integrantes de quadrilha durante a operação desta segunda-feira (Foto: Divulgação/PF)

O porto de Corumbá (a 419 km de Campo Grande) era um dos pontos de entrada e saída usados pelo PCC (Primeiro Comando da Capital) para levar cocaína do Porto de Santos (no litoral de São Paulo) para a Europa por meio de uma quadrilha da Sérvia.

A informação foi confirmada na tarde desta segunda-feira (4), em coletiva da Polícia Federal paulista para revelar os desdobramentos da Operação Brabo, que prendeu 80 suspeitos de integrarem o esquema durante o dia, nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul e Distrito Federal.

Apesar de Corumbá, na fronteira com a Bolívia, ser apontada como uma porta de entrada, não houveram mandados emitidos pela Justiça em Mato Grosso do Sul.


Segundo o delegado Agnaldo Mendonça Alves, a rota de Corumbá se tornou atraente pelo acesso ao Nordeste por rios. A polícia acredita que a ausência de comparsas do Estado no esquema se deve principalmente para que a droga mantivesse sua pureza.


Cada quilo das 5,9 toneladas da droga apreendidas apresentou índice de 90% de pureza, o que garantia a revenda pelos sérvios no Velho Continente por até 25 mil euros (cerca de R$ 186,5 mil).


Além da cidade pantaneira, a facção criminosa utilizava rotas de entrada alternativas, como a região Norte e Santa Catarina. A exportação era feita, além de Santos, pelos portos de Itajaí (SC) e Salvador (BA).

De acordo com o delegado Fabrízio Galli, em coletiva concedida na sede da PF em São Paulo (SP), o uso de outras rotas que não o Mato Grosso do Sul também se fez necessário pelo fato do PCC não participar da operação como um todo, mas sim ser um esquema individual de alguns integrantes. “Era necessária a discrição até para que o dinheiro não fosse dividido entre mais gente. Eles utilizavam apenas a estrutura”, disse.

O caso – A operação desta terça foi desencandeada com a participação da DEA, a agência norte-americana de combate ao tráfico. Os estrangeiros suspeitaram de duas apreensões de cocaína realizadas entre agosto de 2015 e julho de 2016 na Rússia, com quadrilhas sérvias, e a investigação apontou que o embarque da droga fora feito em Santos.

No mesmo período, três grandes apreensões aconteceram no porto da cidade paulista, totalizando cerca de 2,1 toneladas, com a participação de sérvios, criando o vínculo entre os casos.


Na época, fora divulgado que a droga veio do Paraguai e passou pelo Mato Grosso do Sul, transportada por estradas até São Paulo. Inclusive a própria PF prendeu traficantes do Estado que ajudavam no translado durante operação.


Segundo a polícia revelou em coletiva, em um ano o PCC e a máfia sérvia despacharam para a Europa 6 toneladas de cocaína através de navios cargueiros.


No total, 820 policiais participaram da operação para cumprir os 120 mandados de prisão preventiva emitidos e sete de prisão temporária. Entre eles, estão 28 funcionários do Porto de Santos ou de empresas terceirizadas do local que facilitaram ou integravam o esquema.

A PF diz que investigará agora como o dinheiro dos sérvios entrava no País. Novamente deve ter participação de doleiros sul-mato-grossenses, já que os montantes eram pagos em casas de câmbio na região da fronteira com o Paraguai, entre outros locais.Os desdobramentos deve apontar também como funcionava a lavagem de dinheiro.

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